Brasil
Projeto envolvendo baterias foca no fornecimento de energia no campo
Os produtores rurais paranaenses que já operam com energia solar poderão ampliar a autonomia no fornecimento. Isso porque um projeto-piloto, promovido em parceria pelo Sistema FAEP, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a multinacional brasileira Weg, está implantando baterias em uma propriedade, com o objetivo de reduzir custos e proporcionar mais estabilidade em relação ao fornecimento de energia.
Com duração prevista de um ano, o projeto-piloto contempla, inicialmente, uma propriedade rural voltada à avicultura de postura, uma vez que a atividade tem demanda intensiva de energia. Posteriormente, é possível que outras fazendas participem da ação.
As baterias serão disponibilizadas pela empresa Weg, com base na demanda energética específica do produtor. “As baterias elevam o patamar de segurança operacional no meio rural, mitigando os riscos de perdas na produção e garantindo a continuidade das atividades essenciais de forma sustentável. Esse projeto, no médio prazo, pode contribuir para acabar com as perdas na produção agropecuária do Paraná, como temos vivenciado nos últimos anos”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “A iniciativa pode reduzir os contratempos e prejuízos financeiros que os nossos produtores estão contabilizando por conta da ineficiência da Copel”, complementa.
A busca por alternativas para energia acontece em um momento em que há registros de falhas no fornecimento de energia elétrica em todo o Paraná. Produtores rurais vêm sofrendo prejuízos milionários com as frequentes oscilações e quedas. Além disso, após o reajuste de tarifa que começou a vigorar no dia 24 de junho, estão pagando mais caro pelo serviço.
Em Tibagi, nos Campos Gerais, o avicultor Alessandro de Farias relata problemas causados pela oscilação de tensão na rede da Copel, chegando a registrar interrupções de até 72 horas no fornecimento. Sua propriedade conta com geração de energia fotovoltaica desde 2019, no entanto, quando falta energia da rede externa, a geração solar é desligada automaticamente pelo sistema de segurança, colocando as atividades agropecuárias em risco.
“Temos alojamento de 45 mil aves fêmeas e mais 5 mil machos, para produção de ovos férteis. Nossa demanda de energia é alta, devido à refrigeração constante dos ovos”, conta o produtor.