A colheita da primeira safra de feijão no Paraná está praticamente concluída, com 99% da área já colhida e produção estimada em 192 mil toneladas, volume que representa pouco mais da metade das 341 mil toneladas obtidas entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.
A retração é atribuída principalmente à redução da área cultivada, além de produtividades abaixo do potencial, influenciadas pelas baixas temperaturas e elevada nebulosidade ao longo do ciclo.
Com a oferta mais ajustada e o mercado atento à implantação da segunda e principal safra do Estado, os preços ao produtor ganharam força nas últimas semanas, segundo levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral).
O feijão do grupo comercial preto alcançou média de R$ 174,06 na última semana, superando em 4% a média de fevereiro de 2025, que foi de R$ 167,13 por saca de 60 kg. Já o grupo carioca apresentou valorização ainda mais expressiva: passou de R$ 183,29 em fevereiro de 2025 para R$ 297,33 na última semana, alta de 62%, conforme a pesquisa de preços recebidos elaborada pelo Departamento.
No varejo, porém, o repasse das altas tem ocorrido de forma mais moderada. O feijão preto registrou elevação de 5% no último mês, mas ainda se encontra 28% abaixo do patamar observado em fevereiro de 2025. O feijão carioca acumula valorização de 3,5% em relação aos últimos 12 meses, apesar de leve recuo nos preços em fevereiro, de acordo com levantamento do próprio Departamento.
*Com informações do Deral