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Em Fernandes Pinheiro, avicultura é atividade principal em propriedade no Assungui

Veridiana e Nicolau contam com dois aviários, mas também fazem o cultivo da soja

 

Em 2020, Fernandes Pinheiro tinha como segunda atividade com maior participação no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), o frango de corte. O relatório final do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná daquele ano aponta uma porcentagem de 15% de participação, ficando atrás somente da soja.

 

Já em 2021, os resultados preliminares mostram um abate de 3.680.437,00 kg e um VBP de R$.59.508.985,85.

 

O casal Veridiana Kuller Chagas Bello e Nicolau Sebastião Bello, da comunidade do Assungui, fazem parte do setor de avicultura do município. A decisão de trabalhar com o frango de corte, segundo Veridiana, se deu pelo pouco espaço que tinham na propriedade, ou seja, trabalhar apenas com a lavoura não era rentável.

 

Assim como quase todas as atividades rurais, a avicultura tem enfrentado uma elevação nos custos de produção. Um levantamento realizado pelo Sistema FAEP/SENAR-PR em maio deste ano, mostrou que 92% das propriedades analisadas estão trabalhando no vermelho, pois não conseguem cobrir os custos totais de produção com o valor recebido pelas integradoras.

 

Apesar disso, a produtora contou ao AgroRegional que hoje o principal problema para ela, é encontrar mão de obra qualificada.

 

“A cada 12 dias aloja 42 mil aves em média, são 28/29 dias na propriedade”, explicou, relatando que são dois aviários de 1200m. Atualmente trabalham três pessoas na propriedade, ela, o marido, o filho Vinícius e mais um colaborador.

 

Além das aves, a família cultiva soja em 10 alqueires. “Plantamos soja, mas o que dá retorno financeiro é criação de aves. Cada pessoa tira 3 salários mínimos”.

 

TRABALHO

 

Veridiana acredita que é muito detalhista nas atividades do aviário, mas isso, segundo ela, é visando uma melhor produção. “Me atento aos detalhes, que faz o diferencial de uma boa produção. O fato de lidar com criação, tem que ter delicadeza, atenção no bem estar do animal. Como mulher tenho limitações, devido ao serviço braçal que exige erguer lenhas pesadas para as fornalhas, a qual aquece os frangos, essa é a dificuldade”.

 

Para ela, a atividade de estimulação das aves proporciona um ambiente favorável para seu bem estar.

 

Conhecer as novidades também faz parte do buscar melhores condições de produção. “Acho importante sair em eventos do agro, ver as tecnologias que podem vir a ser implantadas, estou sempre aprimorando”.

 

Ela relata que o avô, Moisés Kuller, que já é falecido, sempre trabalhou na agricultura e teve suas dificuldades da época.

 

“Viveu da plantação e cultivo de feijão e milho. Meu avô teve 9 filhos. Atuam no campo 3 filhos. Se investir no campo a pessoa só tem a ganhar, porque viver sem o agro a população não vive. Dito popular, sem comer ninguém vive. Meu avô acreditava na tecnologia, um trabalho menos pesado para o homem no campo”, finaliza.

 

 

*Reportagem: Daiara Souza

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