Brasil

Estudante cria estufa inteligente e planeja ampliar projeto para agricultura familiar

Publicado

sobre

A experiência de viver em uma região onde o cultivo de hortaliças em estufas é comum, especialmente na produção de tomates, levou Luiz Otávio Dalbello Pereira Furquim, 16 anos, a pensar em uma forma de melhorar um dos processos mais importantes para o desenvolvimento das plantas: a irrigação. Aluno do 2º ano do Colégio Estadual José de Anchieta, em Santa Maria do Oeste, na região Central do Estado, ele transformou a ideia em um projeto de robótica e criou um protótipo de estufa com irrigação automática.

Batizado de “Smart Estufa: O futuro do cultivo protegido na olericultura ao alcance do produtor”, o projeto surgiu da observação da realidade agrícola da região e ganhou forma a partir dos conhecimentos adquiridos pelo estudante nas aulas de robótica.

“Na minha região, é muito comum a utilização de estufas na olericultura, principalmente no cultivo de tomates. E, por eu viver nesse ambiente, acabou surgindo essa ideia como base”, conta Luiz. A partir dessa realidade, o estudante decidiu trabalhar com o controle da água, fundamental para o desenvolvimento das plantas. A irrigação manual, segundo ele, muitas vezes é feita de maneira pouco precisa, com base no chamado “olhômetro”, o que pode levar tanto ao excesso quanto à falta de água.

A solução veio das aulas de robótica. Luiz conheceu um sistema que utilizava um sensor de umidade do solo e decidiu adaptar a ideia para a agricultura. A Smart Estufa utiliza um Arduino Uno, sensor de umidade do solo, placa protoboard, módulo relé, bateria e uma minibomba de água submersível.

O funcionamento é simples, pois o sensor verifica continuamente a umidade do solo e quando o nível fica abaixo do limite programado o sistema aciona automaticamente a bomba, que faz a irrigação até que a umidade adequada seja atingida.

Para testar o protótipo, o aluno escolheu a alface, uma cultura de menor porte e com ciclo de desenvolvimento mais rápido que o tomate. Ele construiu a miniestufa com colmos de bambu e plástico-filme difuso, utilizou uma bandeja plástica para o cultivo e comparou os resultados com outra condição, sem estrutura de estufa e com irrigação manual.

 

Fonte: AEN

Continue Reading
CLIQUE PARA COMENTAR

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

AgroRegional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.

AgroRegional
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.