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Esmagadora Campos Gerais: um dos maiores projetos de intercooperação da história do Paraná inicia suas operações
A Esmagadora Campos Gerais, localizada em Ponta Grossa (PR), inicia as operações sob gestão das cooperativas em agosto. O complexo industrial tem como sócias sete cooperativas: Frísia, Agrária, Capal, Coasul, Integrada, Castrolanda e Bom Jesus, formando um dos maiores projetos de intercooperação da história do Paraná. Juntas, elas reúnem aproximadamente 57 mil cooperados, 16 mil colaboradores, 2,1 milhões de hectares cultivados e faturamento anual superior a R$ 47 bilhões.
A intercooperação foi anunciada oficialmente nessa segunda-feira (17/08), durante almoço com o governador do Paraná, Ratinho Júnior, com a participação de representantes de todas as sete cooperativas que integram o empreendimento. Também estiveram presentes os presidentes do Conselho Administrativo e executivo do Sistema Ocepar, Luiz Roberto Baggio e José Roberto Ricken, respectivamente. O encontro marcou a apresentação conjunta do projeto, que amplia a atuação do cooperativismo paranaense na industrialização da soja e na agregação de valor à produção agropecuária.
A Frísia Cooperativa Agroindustrial será responsável por liderar a gestão do empreendimento, reforçando uma trajetória de pioneirismo em projetos de intercooperação. Para o superintendente da Frísia, Mario Dykstra, a união das cooperativas é fruto da capacidade do cooperativismo de desenvolver iniciativas cada vez mais estratégicas para o agronegócio. “Esse empreendimento demonstra a maturidade do cooperativismo paranaense. Sete cooperativas decidiram unir forças para investir na industrialização da soja, agregando valor à produção dos cooperados e mostrando que a intercooperação é um dos caminhos mais eficientes para fortalecer o cooperativismo. A Frísia tem orgulho de liderar essa gestão porque acredita nesse modelo e ajudou a construir iniciativas de intercooperação que hoje são referência no setor”, destaca.
O complexo industrial, que anteriormente pertencia à multinacional Louis Dreyfus Company (LDC), foi assumido oficialmente pelas cooperativas em 1º de agosto. A produção teve início no dia 3 de agosto, já sob a nova gestão.
Localizada em um terreno de 58,08 hectares, a unidade é composta por uma estrutura ampla, que inclui área de recepção, beneficiamento e armazenamento de grãos, com capacidade estática de 300 mil toneladas; área de preparação da soja; extração de óleo e farelo; degomagem e envase de lecitina; e refinaria. O complexo tem cerca de 200 colaboradores.
Segundo o especialista de Projetos e Novos Negócios da Frísia, Diego Miyasaka, a esmagadora terá como foco a produção de óleo de soja degomado, destinado predominantemente à fabricação de biocombustíveis, e farelo de soja voltado tanto ao mercado interno quanto à exportação, além de outros produtos como lecitina e casca de soja, utilizados em indústrias de alimentos destinados ao consumo humano e à nutrição animal.
(Ocepar, com informações da Assessoria de Imprensa Frísia)
FOTOS: Geraldo Bubiniak / AEN