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Custos da pecuária leiteira iniciam 2026 em alta

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Os custos de produção da pecuária leiteira aumentaram em janeiro de 2026. Esse cenário e a baixa nos preços da matéria-prima deixam o produtor em alerta, visto que apertam ainda mais as margens e afetam diretamente o poder de compra. O Custo Operacional Efetivo (COE) registrou aumento de 1,32% na média Brasil de dezembro para janeiro.

Dentre os estados acompanhados pelo Cepea, Bahia e Minas Gerais apresentaram altas de 1,96% e 1,80%, respectivamente, no mesmo comparativo. Já nos estados de GO, PR, RS, SC e SP houve apenas leves oscilações. Em janeiro, o preço do milho registrou queda de 2,44% em relação a dezembro, enquanto a soja teve desvalorização ainda mais expressiva, de 7,77% – dados da Equipe Grãos do Cepea. 

Mesmo com essa redução nas principais matérias-primas da ração, o preço do concentrado nas lojas agropecuárias subiu 1,0% na média Brasil, com destaque para Minas Gerais, onde a alta foi de 1,54%. Isso aconteceu porque os aumentos nos preços das matérias-primas no último trimestre de 2025 ainda estão refletindo nos preços praticados no balcão neste início de ano. 

No grupo de suplementos minerais e protéicos, os preços ficaram praticamente estáveis em janeiro, com leve baixa de 0,28% na média Brasil. Bahia, Santa Catarina e São Paulo registraram pequenas altas, enquanto Minas Gerais apresentou queda. Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul mantiveram estabilidade. 

Quanto aos insumos agrícolas, adubos e corretivos apresentaram valorização de 1,37%, enquanto os valores dos defensivos permaneceram estáveis. As operações mecanizadas também ficaram mais caras, com alta de 1,72% de dezembro para janeiro na média Brasil. O principal motivo foi a atualização das alíquotas de ICMS sobre combustíveis, válida desde 1º de janeiro de 2026. 

Como o diesel é um dos itens de maior peso nas operações da fazenda, esse impacto já era esperado. Além disso, com a virada do ano e o reajuste de 6,79% no salário mínimo, os custos com mão de obra subiram 5,84% no primeiro mês deste ano na média Brasil. 

PODER DE COMPRA

Em dezembro/25, o produtor precisou de 34,87 litros de leite para adquirir uma saca de 60 kg de milho, 9,05% a mais que em novembro (31,98 litros/sc). No período, o cereal se valorizou 3,08% (para R$ 69,62/sc de 60 kg – Indicador ESALQ/BM&FBovespa), enquanto o preço médio do leite caiu 5,47%, a R$ 2,00/litro. Com isso, o poder de compra do produtor frente ao cereal passa a ser o pior desde dezembro de 2022.

*Cepea

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