Paraná
Haitianos e venezuelanos são maioria entre trabalhadores estrangeiros em frigoríficos de suínos no PR
No Brasil, o setor de frigoríficos de abate de suínos tem sido um importante gerador de empregos formais, atraindo trabalhadores nacionais e estrangeiros. Dados consolidados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2024, do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o Paraná se destaca nacionalmente não apenas pela forte atividade da suinocultura, mas também pela significativa participação de trabalhadores estrangeiros no setor.
Dados mostram que, em 2024, o estado contabilizava 2.385 estrangeiros com vínculos formais nesse setor.
O perfil dessa mão de obra no Paraná é marcado principalmente por haitianos, que lideram o ranking com 1.012 trabalhadores (42,2% do total), seguidos por venezuelanos (878 vínculos – 36,8%) e paraguaios (363 – 15,2%). Também aparecem, em menor número, cubanos e senegaleses.
No contexto nacional, o Brasil registrou 19.521 trabalhadores estrangeiros empregados em frigoríficos de suínos, o que representa 15,6% dos postos de trabalho do setor. Esse cenário reflete as recentes ondas migratórias e, principalmente, a alta capacidade de absorção de mão de obra do setor frigorífico, que segue como um dos principais motores de emprego industrial no Paraná.
*Com informações da Seab