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Propriedade em Mallet tem bons resultados com nova variedade de milho

Os irmãos produtores, Daniel e Mário Slabiski, estão trabalhando com uma cultivar que é mais comum no cerrado e mais resistente a seca e ao calor

 

Muitos produtores paraenses estão colhendo milho neste período, e uma boa parte deles, o prejuízo da grave estiagem que atinge o estado. Em janeiro, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) divulgou uma estimativa preliminar de prejuízo na casa dos R$2 bilhões para os produtores de milho no Estado.

 

No entanto, em Mallet, dois irmãos agricultores têm boas perspectivas em relação à colheita da safra de milho. Isso porque apostaram em uma variedade nova na região.

 

Daniel Pedro Slabiski e Mário Alexandre Slabiski são moradores da Colônia 5, e nos 12 alqueires de terra, trabalham com a família no cultivo de diversas culturas. Em entrevista ao Boletim AgroRegional, os dois comentaram sobre os bons resultados.

 

“Está sendo boa [a safra]. Graças a Deus, tivemos um ano que apesar da pandemia, e apesar das altas das coisas, podemos dizer que estamos bem. Começamos a colher a soja, o milho. Estão bons“, destaca Daniel, que completa mostrando estar de olho na movimentação do mercado. “Os preços estão ajudando. Apesar de que hoje está dando medo, a questão do mercado está focado na guerra da Rússia e Ucrânia, mas estamos otimistas”.

 

MILHO

 

Cultivando uma nova variedade de milho, a propriedade dos irmãos Slabiski já foi sede de um dia de campo. E é essa variedade que vem se destacando na produção.

 

Mesmo não tendo iniciado a colheita, amostras já foram enviadas para estudos em um curso de agronomia. Novidade na região, ela é comum no cerrado. É o que afirma o produtor Mário Alexandre.

 

O que chama atenção é uma das características da cultivar, que conforme Mário, é mais resistente à seca e ao calor, por isso, a boa produtividade mesmo em tempos de pouca chuva. “Sentimos bastante [diferença]. Outras variedades, em anos anteriores o vento demais ou a chuva, acamava tudo. O espigamento caía, dava grão ardido e esse vem se destacando até agora” explica Mário.

 

DIVERSIFICAÇÃO

 

Os agricultores contam, além dos 12 alqueires próprios, com mais seis arrendados. Neles, são plantados soja, milho, feijão e fumo.

“Esse ano estamos mais no fumo. Que não depende tanto de área, mas dá um rendimento maior. Na verdade, temos um pouco de tudo. Agora, a maioria é feijão safrinha por cima dos fumos. Queria fazer pelo milho, mas nós não tínhamos tempo na verdade. Tinha que ter tirado o milho bem antes da lavoura”, conta Mário Slabiski.

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