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Em Rebouças, produtor aposta no trigo como cultivo de inverno

Ele acredita que apesar do custo de produção ser alto, os preços atuais vão compensar a aposta na cultura

 

O produtor Jorge Luiz Andrade Chepluki, da comunidade de Conceição de Baixo, em Rebouças, está trabalhando com o cultivo de trigo na propriedade pela primeira vez. No entanto, em anos anteriores ele já havia plantado em lavouras de terceiros.

 

Em conversa com o AgroRegional, o produtor que sempre trabalhou com soja e feijão, contou os motivos que o levaram a apostar na cultura.

 

“No último ano já não plantei feijão, por ter perdido muito por questão de clima. E fui só com soja. Esse ano, por ter um pouco mais de área, o trigo entrou como uma opção de inverno”, explicou.

 

Segundo Jorge, na área em que foi cultivado o trigo, o plantio fica para as culturas de soja de ciclo tardio. “São plantadas a partir de novembro em cima da palhada deixada por ele”, destacou.

 

O custo de produção também acabou sendo um fator determinante, conforme relata o agricultor. “O alto custo do milho que seria uma ótima rotação de cultura para as áreas que ficam fora de alcance, no meu caso que trabalhou praticamente com 100% de áreas arrendadas. O trigo entra ajudando essa rotação”. De acordo com ele, o milho que seria o plantio ideal de rotação, se torna inviável.

 

Além disso, ele acredita que apesar de também gastar bastante na produção de trigo, os preços pagos pela saca compensam. “Esse ano o valor da saca está em seu melhor ano desde todos os anteriores. O custo está alto, mas comparando o valor pago pela saca tem perspectivas positivas”.

 

Próxima safra

 

Nesta safra, foram 40 hectares com trigo da variedade Toruk. Mas, a decisão de seguir com a cultura nos próximos anos vai depender da produtividade de agora. “Tenho planos, só vamos ver como vai ser até o final do ciclo se conseguimos produzir bem com um ph bom. Na região que moramos e plantamos temos a questão dos dias curtos e com muita serração também que é um ponto negativo para a cultura” Além disso, o produtor conta com assessoria técnica de uma empresa de planejamento.

 

Jorge destaca que assim como na decisão de apostar no trigo, essa de seguir, também será tomada em conjunto com a família. Ele e a esposa Clarisse Aparecida Chepluki sempre decidem juntos.

 

Eles são pais do pequeno Luan (4 anos) e de Luiz (15 anos) que está cursando o integrado no Colégio Agrícola em Palmeira.

 

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