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Casal de Guamiranga torna pequena propriedade rentável com diversificação

A produção, que é destinada a mercados e programas do governo, tem garantido 100% da renda dos agricultores Emílio e Márcia Clara Kratkousk

 

Com objetivo de tornar a pequena propriedade da família sustentável, do ponto de vista econômico, o casal Emílio Kratkouski (53 anos) e Márcia Clara Cavassin Kratkouski (52 anos), de Guamiranga, apostou na diversificação de culturas.

 

Na localidade de Boa Vista, eles plantam uma variedade de frutas e verduras, assim, o Hortifruti tem sido a principal atividade dos produtores. “Banana, goiaba, pêssego, laranja, tomate, pepino, abobrinha, pimentão, vagem, repolho, alface, cenoura, entre outros”, lista Emílio.

 

 

Mas nem sempre foi assim. O casal cultivava tabaco e Emílio também trabalhava como pedreiro. De acordo com ele, apostar na diversificação foi um acerto. “Para nós é muito importante, por proporcionar renda o ano todo. Cem por cento da nossa renda vem da nossa propriedade, da diversificação”, explica.

 

Além de ganhar dinheiro, os dois queriam permanecer no campo, local onde sempre viveram.

“Desde sempre fomos da agricultura e até chegamos a pensar em ir para cidade em busca de emprego, achando que viveríamos melhor, mas tivemos a grande sorte quando optamos por mudar de atividade e resolvemos diversificar”, comenta o produtor.

 

Mas não foi só por sorte que Emílio e Márcia conseguiram garantir a renda plantando hortaliças e frutas. Os dois passaram a buscar conhecimento, fazendo diversos cursos e muitas viagens. Eles visitaram várias propriedades e diversos municípios, alguns, longe da região, para ver as possibilidades de produção.

 

“Iniciamos plantando maracujá fruta, outra variedade também de maracujá para indústria de chá, produzimos também hibisco e carqueja. Depois partimos para as verduras e frutas”.

 

Conforme o produtor Emílio, hoje eles já têm a segurança financeira que procuravam, e consequentemente, a de continuar vivendo no Interior, trabalhando com a agricultura. “Estamos mais bem estruturados, como a irrigação e hoje já estamos começando a produzir em sistema protegido”, conta.

 

A agricultura ajudou o casal e criar os dois filhos, Emilio Daniel (29 anos) e Marcelo (24 anos), que atualmente moram em Guarapuava e Prudentópolis, respectivamente.

 

PRODUÇÃO

 

Como todo agricultor, Emílio e Márcia enfrentam o dilema do clima. Em alguns momentos ajuda, em outros, traz algum prejuízo. No entanto, na visão do casal, não há motivo para reclamar.

 

“A produção dos últimos anos não tem sido muito fácil levando em conta as intempéries do tempo e clima. Mas apesar de tudo, o saldo pode ser considerado positivo, pois durante esse tempo não aprendemos somente trabalhar, mas também administrar os recursos”, garante Emílio.

 

 

 

A comercialização de uma parte da produção é destinada diretamente para os mercados, outra, considerada pelo agricultor como “boa parte”, é para programas como PAA, PNAI e instituições como Exército e a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

 

 

Os produtores rurais afirmam que lutam para permanecer no campo, apesar de algumas dificuldades. “Somos apaixonados pela terra e pela natureza e temos orgulho de sermos agricultores. A nossa missão é tirar da terra o nosso próprio sustento e ainda contribuir na alimentação de outras pessoas”, conclui Emilio.

 

 

 

*Redação/Daiara Souza 

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