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Uso de pó de rocha exige critério, aponta IDR-Paraná

Insumo melhora condições gerais do solo, mas resultados aparecem a longo prazo

 

Pós de rocha não substituem corretivos de acidez ou fertilizantes, destaca o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater (IDR-Paraná) em Nota Técnica que traz orientações para o uso desses insumos na agricultura.

 

Os pós de rocha, chamados também de remineralizadores, liberam nutrientes a longo prazo e, por isso, não entregam os benefícios esperados pelos produtores interessados em resultados imediatos na lavoura. “Não devem ser usados como substitutos de corretivos de acidez ou fertilizantes”, destaca o engenheiro-agrônomo Luciano Grillo Gil, pesquisador da área de solos.

 

Ele explica que adubos químicos oferecem nutrientes às plantas imediatamente após sua aplicação no solo. “Não é o caso dos remineralizadores, que têm baixa solubilidade e liberam esses elementos de forma lenta”, ensina.

 

No entanto, o pesquisador explica que os pós de rocha podem alterar positivamente os atributos do solo ao longo dos anos, “principalmente em solos mais ácidos”, acrescenta.

 

Insumo

 

Os remineralizadores são um subproduto da mineração e fragmentação de rochas, geralmente para obtenção de pedra britada. Sua comercialização para fins agrícolas foi definida por lei em 2013 — que classificou esses produtos como insumos, na mesma categoria dos fertilizantes, corretivos, inoculantes, estimulantes e substratos de plantas.

 

Há grande diversidade de remineralizadores no mercado. Como suas características derivam da rocha de origem, geralmente oferecem teores distintos de nutrientes às plantas. Por isso, a lei que regulamentou seu uso também define requisitos — relacionados à granulometria, teor de Ca, Mg, K e níveis de contaminantes químicos — para a comercialização.

 

“Os produtores devem adquirir somente produtos registrados e que tiveram a eficiência agronômica avaliada”, aconselha o pesquisador.

 

Assinam ainda a nota os pesquisadores Renato Yagi, Cezar Francisco Araújo Jr., Arnaldo Colozzi Filho, Diva de Souza Andrade, Graziela Moraes de Cesare Barbosa e Mario Miyazawa, todos ligados ao IDR-Paraná.

 

Reportagem: Edmilson Liberal/IDR-PR

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