Notícias

Tropeirismo é uma das tradições que permanece em Imbituva

Movimento esteve muito ligado a fundação do município e até hoje, é característica forte regional

O Tropeirismo foi uma atividade essencial para o desenvolvimento econômico paranaense, tanto que até hoje, existe em alguns municípios a Rota dos Tropeiros, como valorização histórica desse importante movimento.

O senhor Levi Lovato, com 70 anos, morador de Imbituva é um dos tropeiros que cultiva essa tradição, já tendo participado de muitas comitivas para diversos lugares do Brasil. “É sempre uma emoção nova, são muitas amizades e descobertas que fazemos pelo caminho”, comenta.

Devido a Pandemia, as cavalgadas e atividades em grupo estão paralisadas. “Mas, já temos planos para depois que tudo isso passar, vamos fazer uma viagem a cavalo para Aparecida do Norte em forma de agradecimento”, conta o senhor.

Para Aparecida do Norte, senhor Levi já foi duas vezes em caravanas com pessoas de diferentes lugares, fez a TranParaná (Guarapuava a Antonina), também fez diversas outras cavalgadas para lugares mais perto. Outra coisa que ele conta, era das participações e demonstrações da cultura dos tropeiros que sempre acontecia nas escolas do município de Imbituva.

“Era uma satisfação sem tamanho ir até as escolas, e relembrar a importância dos tropeiros para nossa cultura”, relembra.

 

LEGADO HISTÓRICO

No livro Imbituva: Uma Cidade dos Campos Gerais, de Cleusi Stadler, a escritora conta que Imbituva teve início enquanto povoado, quando no final do século XVIII, foi concedido sesmarias na região do rio Imbituva.

Estas sesmarias estavam ligadas ao rio Tibagi. No final do século XVIII, vão se formar próximas a essas sesmarias, novas comunidades campeiras, em torno dos pousos de tropeiros. Imbituva surge quando a expedição comanda por Diogo Pinto de Azevedo Portugal para chegar aos Campos de Guarapuava, passa pelos Campos do Cupim. Isso ocorre no ano de 1809. Por esses Campos do Cupim passava a então Estrada das Missões, oficializada em 1816.

 

O livro cita ainda que “essa estrada desviou o comércio de tropas de animais do Caminho do Viamão, porque elas(as tropas) passaram a ser adquiridas pelos tropeiros diretamente das Missões. Ao longo da antiga Estrada das Missões foram surgindo povoações, inclusive a nossa própria cidade. Em 1810, Diogo Pinto de Azevedo Portugal ordenou a construção da ponte sobre o rio Imbituva, chegando mais tarde aos Campos de Guarapuava. Pela Estrada das Missões que passava pelos Campos de Guarapuava e se entrosava com o Caminho do Viamão em Ponta Grossa, um dos pousos de tropeiros mais procurados era o do Cupim – que recebeu esse nome devido estar situado em uma elevação de terreno, cujo formato peculiar lembra o de um “Cupim”, tão comum nos pastos paranaenses”.

 

E a obra ainda detalha a criação do município “em 1871, no dia 3 de maio, os moradores, em mutirão fizeram a capina inicial para erigir a capela de Santo Antonio de Pádua, no terreno doado pelo Senhor Antônio dos Santos Ávila. Ficou sendo considerada este dia como a data de fundação do Município de Imbituva, que na origem de seu nome, significa muito cipó-imbé. IMBITUVA ( Imbé + tuva) = lugar onde há muito Imbé”, conta no livro.

 

 

Levi Lovato é um dos apaixonados pela cultura do Tropeirismo em Imbituva

 

 

Fonte: AgroRegional

 

 

Comentários

Quer ficar por dentro de todas as notícias? Entre no nosso grupo do whatsapp: