Notícias

Teixeira Soares superou média histórica de chuva em janeiro

Ainda assim, conforme o IDR, as chuvas registradas neste mês não foram suficientes para repor a água no solo em grande parte do Estado

 

Janeiro é historicamente o mês mais chuvoso no Paraná, no entanto em janeiro de 2022 ocorreu pouca chuva em grande parte do Estado, com precipitações abaixo da média histórica (Figura 1).

 

 

Porém, Teixeira Soares foi um dos municípios que superou a média histórica de chuva, registrando 49,5 mm a mais que o normal para o período.

 

 

Nas localidades que superaram a média histórica, as chuvas foram mal distribuídas e de modo geral concentradas em poucos dias no final do mês, devido à entrada de um sistema de instabilidade atmosférica (frente fria).

 

 

 

 

As chuvas registradas neste mês não foram suficientes para repor a água no solo em grande parte do Estado (Figura 2). As altas temperaturas, que provocam elevadas taxas de evaporação do solo, intensificaram o déficit hídrico, atingindo -65 mm no final do mês em algumas localidades. Somente o terço leste paranaense encerrou janeiro com disponibilidade hídrica positiva no solo.

 

 

 

 

Em decorrência da pouca precipitação, as temperaturas foram muito elevadas, com valores acima das médias históricas em praticamente todo o Estado.

 

 

A Figura 3 apresenta a diferença entre a temperatura máxima histórica de janeiro e a máxima em janeiro/2022. Em média, as temperaturas máximas no Paraná foi 1,5ºC acima do esperado. Em  Teixeira Soares a média da temperatura máxima foi 0,4%  mais alta que o comum.

 

AGRICULTURA

 

 

A agricultura foi seriamente prejudicada em janeiro, principalmente as grandes culturas como a soja, milho e feijão, que estavam nas fases de florescimento e enchimento de grãos, demandando grande quantidade de água.

 

Soja/Milho/Feijão

 

Iniciou-se a colheita dessas culturas e, devido à estiagem que tem acometido o Paraná desde novembro, houve uma quebra drástica na produção. De acordo com a SEAB, a soja, por exemplo, teve uma quebra de safra de 39%.

 

Milho seguda safra

 

Em janeiro iniciou-se a semeadura do milho segunda safra em algumas regiões do Estado, no entanto a escassez de chuva e as altas temperaturas de janeiro foram desfavoráveis à cultura.

 

Mandioca

 

Tanto a colheita como as plantas que estavam se desenvolvendo no campo foram afetadas pela estiagem.

 

Hortaliças

 

O calor intenso de janeiro prejudicou o desenvolvimento das hortaliças, principalmente as folhosas. Houve necessidade de irrigação intensiva e consequentemente aumento dos custos de produção.

 

Frutíferas e Café

 

A estiagem prolongada afetou severamente o potencial produtivo das culturas perenes como frutíferas e café.

 

Pastagens

 

As pastagens também foram prejudicadas pela estiagem prologada. Houve redução na produção de massa verde e aumento dos custos com silagem na alimentação dos animais.

 

Dados: Setor de Agrometeorologia do IDR-Paraná

Comentários

Quer ficar por dentro de todas as notícias? Entre no nosso grupo do whatsapp: