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Sucesso no campo: Agronegócio segue forte e com resultados positivos

O PIB agropecuário paranaense cresceu 15% entre 2019 e 2020 e o estado se posicionou como o segundo que mais gera riqueza no campo em todo Brasil.

O agronegócio é o setor que mais cresce, e o Paraná vem se destacando cada vez mais no cenário nacional. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o agronegócio representa 33,9% do PIB do Estado, o que corresponde a R$ 142,2 bilhões. No ano passado, o Valor Bruto da Produção (VBP) paranaense bateu na casa dos R$ 88 bilhões, ficando atrás apenas do Mato Grosso. O valor corresponde ao faturamento bruto da pecuária e da agricultura em todas as propriedades rurais de cada unidade da federação.

 

EXPORTAÇÃO

As exportações do agronegócio do Paraná aumentaram 3,98% ao longo de 2020, de acordo com a Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab). Com isso, os produtores rurais do estado exportaram US$ 13,29 bilhões em produtos agropecuários.

Todo o Brasil somou US$ 100,81 bilhões em exportações ao longo do ano, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Com o resultado, o Paraná foi o terceiro estado que mais exportou produtos agropecuários no país, atrás do Mato Grosso e São Paulo, que exportaram mais de US$ 17 bilhões.

De acordo com a Seab, o agronegócio representou 80% das exportações do Paraná em 2020.

PRODUÇÃO

Entre os principais produtos agrícolas paranaenses estão a soja, que teve grande crescimento no período estudado, milho e trigo. No setor pecuário, os destaques são para a avicultura e suinocultura. Já o setor de silvicultura também teve grande expansão no período, contribuindo para aumento do Produto Interno Bruto do agronegócio.

 

IMPACTO DO CORONAVÍRUS

Algumas atividades do agronegócio foram inicialmente afetadas no Brasil. Hortaliças, frutas e leite, foram afetados diretamente no ano passado, pois as medidas de emergência adotadas pelas autoridades decretaram o fechamento de bares, restaurantes e hotéis. O impacto sobre os consumidores não foi maior, devido funcionamento bastante regular do sistema de transportes. 

A pandemia, entretanto, felizmente não afetou a safra de grãos e a produção e distribuição de carnes. Apesar dos problemas trazidos pelo Corona vírus, o ano de 2021, é considerado como de bons resultados para a agropecuária. Segundo a CONAB (2021), a safra de grãos deste ano deve ser de 262,1 milhões de toneladas. Esta é a maior safra que o país já teve. O valor bruto da produção (VBP) tomado como indicador de faturamento anual, é de R$ 1,076 trilhão, 12,1% acima em valores reais ao obtido em 2020.

 

PROJEÇÃO NACIONAL

Dados do Ministério da Agricultura apontam que a produção nacional de grãos deverá atingir 333,1 milhões de toneladas no próximo decênio. Mas devemos atingir 300 milhões de toneladas em 2024-2025. Em relação ao que o país produz em 2020-2021, o acréscimo na produção de grãos até 2030-31 deverá ser de 71,0 milhões de toneladas. 

Em valores relativos, representa um acréscimo de 27,1%, ou uma taxa anual de crescimento de 2,4%. A área de grãos deve expandir-se dos atuais 68,7 milhões de hectares para 80,8 milhões de hectares em 2030/31. A área de todas as lavouras deve passar dos atuais 80,8 milhões de hectares para 92,3 milhões no final do período das projeções. Como o leitor pode observar, esse número corresponde às atividades consideradas nestas projeções. 

Deverá ser realizado um esforço de crescimento que consiste em infraestrutura, investimento em pesquisa e financiamento. As estimativas sobre crescimento são compatíveis com a expansão da produção de grãos nos últimos dez anos onde a produção cresceu 57,7% (Conab, 2021). Esse resultado indica haver potencial de crescimento para atingir os valores projetados. Algodão, milho de segunda safra e soja, devem continuar puxando o crescimento da produção de grãos. 

A produção de carnes (bovina, suína e aves) entre 2020/21 e 2030/31, deverá aumentar em 6,6 milhões de toneladas. Representa um acréscimo de 24,1%. As carnes de frango e de suínos, são as que devem apresentar maior crescimento nos próximos anos: carne de frango, 27,7%, suíno, 25,8%. A produção de carne bovina deve crescer 17,0% entre o ano base e o final das projeções. Esses percentuais podem situar-se em níveis maiores, haja vista o aumento da procura por proteína animal.


Fonte: Seab e Ministério da Agricultura

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