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Queijo Purungo de Palmeira busca Indicação Geográfica (IG)

O selo determina não apenas a qualidade do produto, mas também sua notoriedade histórica e técnico-científica

Quando se fala em um produto histórico de Palmeira, logo se pensa no Queijo Purungo ou Porungo. A receita que veio com os primeiros imigrantes faz parte da tradição de muitas famílias, tanto que hoje ele é negócio para muitos de seus descendentes e leva o nome do município para todo o estado do Paraná.
Flávia Leão Almeida Silva, que é extensionista do Núcleo de Inclusão Social e Cidadania, comenta que o IDR-Paraná acompanha os produtores de queijo Purungo do município oferecendo assistência técnica, tanto nas práticas agropecuárias quanto na fabricação do produto e regularização das agroindústrias.

 

“A importância da produção é tanta que em 2020, com o apoio do SEBRAE/PR, deu-se início ao processo de Indicação Geográfica (IG) com o objetivo de valorizar o Queijo Purungo de Palmeira, uma vez que essa indicação determina não apenas a qualidade do produto, mas também sua notoriedade histórica e técnico-científica”, explica Flávia.

 

Juntamente com a empresa Inovates e o SEBRAE/PR foi realizada a aplicação de um diagnóstico técnico para a avaliação do potencial de Indicação Geográfica do Queijo Purungo de Palmeira.

 

“De acordo com o relatório, “as evidências históricas, de notoriedade e técnico científicas apontam um forte potencial para reconhecimento do nome geográfico Palmeira para o produto Queijo Purungo como Indicação Geográfica. Evidenciou-se a viabilidade do reconhecimento de Indicação Geográfica, na modalidade Indicação de Procedência (IP), para o Queijo Purungo produzido em Palmeira”, cita o documento.

 

 

PRODUTORES

Hoje, há duas agroindústrias regularizadas que fazem a fabricação do Queijo Purungo, ambas são bastante reconhecidas pela sua qualidade em todo o município.
Os Queijos da Família Baptista, tem uma receita que vem de gerações. “Meu avô Dario Baptista e suas irmãs aprenderam a receita e em 1939 meu avô junto com minha avó Christina Dupps iniciaram a sua própria queijaria. Meu pai, e minhas tias também aprenderam e trabalharam na produção de queijo”, conta Carolina Baptista.

 

Ela conta que essa receita chegou na família, através de um italiano chamado Basílio Beraldi. “Meu bisavô, Antônio Baptista (sinhô Baptista), morava na Chácara Palmeira (casa Branca da Serra), e recebeu a comitiva desse italiano. Nessa passagem deixaram para minha bisavó Euridce Baptista a receita de um queijo de massa cozida, o qual eles conheciam por caccio cavalo ou calabrês. Essa receita começou a fazer parte das atividades da fazenda, pois sempre trabalharam com gado leiteiro”, conta Carolina.

 

Dando prosseguimento a essa tradição familiar, Carolina e sua mãe deram início a queijaria em 2019. “Com a intenção de manter uma produção artesanal com aquela receita especial e tradicional. O nosso rótulo leva a imagem da Fazenda Conceição, local onde meu avô iniciou e passou para seus sucessores a tradição do queijo Purungo”, conta.

Os Queijos Vanny também têm sua história ligada a tradição familiar, conforme conta a Jiceli Vantroba Comin, que é a responsável pela agroindústria. “Há 30 anos a minha irmã já cuidava da leitaria da família, e há 15 anos ela buscou resgatar essa tradição na família e começamos as vendas. Há quatro anos, vimos a oportunidade de negócio e desde então temos buscado a expansão na comercialização dos produtos”, conta Jiceli.

Com uma qualidade e tendo uma matéria-prima de procedência – da Leitaria da família, os Queijos Vanny foram ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento no mercado. Tanto que em 2019, eles foram selecionados como categoria Bronze no 5º Prêmio Queijo Brasil – que é a maior premiação de queijos artesanais do Brasil.

Com todo esse retorno, os Queijos Vanny estão em busca dos selos: Susaf (Paraná), Arte(queijo artesanal) e Sif (Federal), que permitem a eles ampliar a comercialização para o estado do Paraná e também para todo o território brasileiro.

 

 

EXPANSÃO

Atualmente, apenas as duas agroindústrias que constam nesta reportagem estão registradas no Serviço de Inspeção Municipal. “A adesão ao Susaf facilitará a comercialização dos produtos a nível estadual, ampliando os canais de comercialização do Queijo Purungo, sem entraves ou burocracias para os produtores. A Secretaria de Agricultura já iniciou o processo de adesão e o IDR de Palmeira está dando todo o suporte para o grupo nesse processo”, destaca Flávia.

Ela ainda comenta que o Município vive um momento propício e favorável para o desenvolvimento das agroindústrias familiares. “Conseguimos envolver profissionais de diversas áreas de atuação com o objetivo comum de promover o desenvolvimento da agroindústria familiar e de buscar a notoriedade do Queijo Purungo de Palmeira. O apoio da Prefeitura é essencial nesse processo e motiva a todos, principalmente os produtores que se sentem amparados técnica e emocionalmente”, ressalta a técnica do IDR.

 

Fonte: Assessoria de imprensa

 

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