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Propriedade em Rio Azul trabalha com crechário de suínos e abastece toda a região

Além do crechário que comporta 7 mil animais, família também possui granjas de terminação

Muitas vezes o trabalho no campo é feito em família e passa de geração em geração. Esse é o caso dos suinocultores, Silvio José Boiani (conhecido como Guinho) e da esposa Sirlei Helpa Boiani, da localidade de Pinhalzinho, em Rio Azul. Ele já trabalhava com o pai em Santa Catarina na suinocultura, e na década de 90 vieram para Rio Azul, onde continuaram na atividade.

“Em todos esses anos foram várias transições na suinocultura. Desde 2004, estamos integrados com essa empresa de um frigorífico de Irati. Hoje, além do crechário que eu e minha esposa cuidamos, temos também algumas granjas de terminação, que meu filho Luian e a esposa Andreina cuidam”, explica Guinho.

 

O segredo para os bons resultados, segundo o casal, é a dedicação e amor pelo que se faz. Na foto Guinho e a esposa Sirlei, com o filho mais novo, Pedro

REFERÊNCIA EM SUINOCULTURA

A propriedade é referência em suinocultura da região, pois ela é responsável por todos os animais de crechário da empresa integrada de Irati – pois desta propriedade, saem todas as semanas às quartas, em torno de 900 animais para a fase de terminação/engorda em granjas espalhadas por toda a região, também integradas ao frigorífico.

Toda a produção ocorre em sistema de rodízio, no qual toda semana entram e saem porcos. Na fase de berçário são sete granjas que comportam 1 mil animais cada. “Eles chegam das matrizes com 24 dias de vida e ficam até em torno de 42 dias, com uma média de engorda por animal de 450 gramas dia”, explica os suinocultores.

Os cuidados com os animais são diários. Segundo Sirlei, os porcos chegam pequeninos, “então é preciso muito cuidado nessa fase do desmame com alimentação equilibrada e o controle de temperatura dentro das granjas”, comenta a suinocultura.

O segredo para os bons resultados ao longo dos anos, segundo o casal é: “dedicação e amor pelo que se faz”. Na atividade, os produtores são responsáveis pelos cuidados e mão de obra, e a empresa cede os animais, a alimentação e assistência veterinária. 

Os bons cuidados na fase de berçário, passam pela separação entre machos e fêmeas, que é essencial para o sucesso na engorda dos animais na fase de terminação. “Pois a conversão alimentar da fêmea é melhor, ela come menos e engorda mais – e tem mais carne do que gordura, já o macho come mais e engorda menos, é tem mais produção de gordura”, explicam os suinocultores.

 

EXPANSÃO

Na fase de terminação são outras cinco granjas na propriedade, mas que já estão em fase de expansão com a construção de mais duas granjas. Até o fim do ano a meta é chegar a comportar 3 mil animais na fase de terminação.  A fase de engorda dos suínos leva de 90 a 100 dias.

Além da parte de suinocultura, os produtores também trabalham com o plantio de soja. Além da família eles contam também com o trabalho de dois funcionários, e mais um terceiro, nos dias de entrega dos animais.

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