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Projeto que tramita na Assembleia quer incluir a tilápia na merenda escolar

O Paraná é líder nacional na produção do peixe; conforme o Deral, a piscicultura movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano no Estado

 

 

Levantamento da Associação Brasileira de Piscicultura (PeixeBR), que congrega produtores, empresas da cadeia produtiva e entidades de classe, e que publica o Anuário PeixeBR destaca que a produção de peixes de cultivo no Paraná cresceu 9,3% em 2021, consolidando ainda mais a liderança do estado na piscicultura brasileira, onde a participação do estado em nível nacional representa 22%.

 

 

Foram 188.000 toneladas no ano passado contra 172.000 toneladas no ano anterior: 16 mil toneladas a mais na produção. Em volume de tilápias inteiras congeladas exportadas, o estado também ocupa a primeira posição.

 

 

Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a piscicultura movimenta cerca de R$ 1 bilhão por ano no Estado.

 

 

Na Assembleia Legislativa do Paraná, o deputado Luiz Fernando Guerra é autor do projeto de lei 687/2019 que busca a inclusão da carne de peixe na merenda escolar e fará com que a iguaria faça parte das refeições dos 1,1 milhão de alunos da rede pública de ensino. A iniciativa parlamentar defende a aquisição da carne de peixe e seus derivados pelo Programa de Alimentação Escolar como forma de diversificar os produtos oferecidos no cardápio da merenda e para estimular os pequenos produtores a investirem na piscicultura como fonte de geração de renda nas propriedades rurais.

 

 

Para o deputado, milhares de alunos têm na alimentação escolar sua principal fonte de nutrientes e, muitas vezes a única refeição do dia. Ao longo da pandemia, por exemplo, verificou-se como a merenda fez a diferença na vida de muitos estudantes e, por isso, garantir que esta alimentação tenha qualidade e seja saudável é essencial.

 

 

A proposta estipula que a carne de peixe deve ser servida ao menos uma vez por semana, respeitada a cultura alimentar, o perfil epidemiológico da população atendida e a vocação agrícola de cada região do Estado. Os profissionais de nutrição responsáveis pelos cardápios determinarão qual o melhor momento e forma para servir o alimento.

 

 

“Por ser um alimento saudável e nutritivo a inclusão do pescado pode fazer diferença no desenvolvimento dos nossos alunos. Seja para garantir que crianças e adolescentes consigam ter uma refeição mais rica em proteína, ou mesmo para tentar mudar os hábitos alimentares, visto o crescimento nos últimos anos dos índices de obesidade infantil entre crianças e adolescentes” destacou o parlamentar na justificativa do projeto que tramita nas Comissões permanentes da Assembleia.

 

“Além dos benefícios para a saúde que o peixe proporciona, as projeções de crescimento da atividade tornam a piscicultura um ramo interessante para os pequenos produtores rurais”, afirmou o deputado Luiz Fernando Guerra.

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