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Previsão do tempo para Agosto na região de Irati pode não agradar produtores

Em 2021 o mês segue o padrão já visto em outros anos, ou seja, tempo seco, frio e pouca chuva, o que pode não agradar muitos agricultores

A previsão do tempo interfere diretamente na produtividade no campo, a estiagem e a ocorrência de fortes geadas, irão causar quebras na produção, segundo os dados oficiais da Secretaria de Estado da Agricultura. Devido a todas essas incertezas do tempo, conversamos com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná – SIMEPAR para saber os principais apontamentos para este mês.

Segundo o meteorologista do Simepar, Samuel Braun, Agosto é historicamente um dos meses mais secos do ano, o que condiz com o período do Inverno, que geralmente tem esse padrão e só chove quando ocorre a entrada de uma frente fria (uma a cada 7 ou 10 dias). A média para o mês na estação de Fernandes Pinheiro (PR) é de 80mm.

Braun explica que para 2021 “há tendência de ar seco nos primeiros 15 dias e a tarde esquenta um pouco mais, diferente do mês de julho em que tivemos temperaturas extremamente baixas”. A partir da segunda quinzena de agosto uma frente fria traz um pouco de nebulosidade e logo após vem uma onda de ar polar que pode deixar as temperaturas entre 3 e 6 graus na Região de Irati (PR), ou seja, ainda é possível que ocorra a formação de geadas em algumas localidades dessa região.

Existe ainda a possibilidade de outra frente fria no final do mês, mas é preciso esperar alguns dias para calcular a magnitude desse frio que está por vir, conta o meteorologista. A partir de agora as próximas frentes frias que chegam até o Paraná deixam as temperaturas em torno de 5°C, diferente das anteriores, onde eram registradas temperaturas negativas por vários dias.

 

 

Lucas, estudante que ajuda os pais no plantio de várias culturas como aveia e hortaliças. Foto: Lucas Sanson

PALAVRA DO PRODUTOR

Em conversa com Lucas Sanson, de Palmeira (Paraná) e que planta várias culturas como soja e milho, ele contou ao AgroRegional que o ideal para o mês de agosto seria o seguinte cenário: diminuição do frio, e aumento das chuvas por que o tempo está muito seco e a cada dia parece que chove menos no Paraná.

“Além do milho e da soja eu também ajudo no plantio de cultura de inverno, como aveia que temos agora. Minha família também planta hortaliças para venda nas casas ou comércio local, mas agora no inverno e principalmente no mês de julho a gente perdeu bastante brócolis e couve-flor por causa do frio intenso”, conta o estudante de agronomia.

 

 

Parte das hortaliças que ficaram queimadas com as geadas do ultimo mês.
Foto: Lucas Sanson

IMPACTO DO CLIMA NA AGRICULTURA

A conjunção de fenômenos como estiagem em momentos cruciais de algumas das principais culturas agrícolas paranaenses, as fortes geadas ocorridas no final de junho e meados de julho e a agressividade de algumas pragas levaram à redução na estimativa da safra de grãos 2020/21.

Relatório do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, divulgado no fim de julho, aponta que serão produzidas 34,4 milhões de toneladas em 10,4 milhões de hectares. O volume é 16% menor que os 41,2 milhões de toneladas de 2019/20, ainda que a área seja 4% maior.

“É um quadro bastante complicado, mas realista. Como era de se esperar, reposicionamos fortemente para baixo a nossa estimativa global”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Isso decorre, particularmente, da perda substancial no milho safrinha e no feijão de segunda safra.

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