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Preços do milho enfraquecem com melhora na oferta em algumas regiões

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço recuou de R$ 98,00 para R$ 97,00 a saca, desvalorização de 1,0%

 

O mercado brasileiro de milho teve uma semana de quedas nas cotações em algumas regiões do país. A oferta cresceu, reflexo da colheita da safra de verão, e da necessidade de caixa dos produtores, e os preços acabaram respondendo a esse movimento.

 

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, algumas regiões, destacadamente São Paulo, tiveram incremento da oferta. “Os consumidores tentam aproveitar este momento, para exercer pressão sobre o mercado”, aponta.

 

Para fevereiro, segue uma tendência de pressão de baixa. Mas, adiante, para março, o mercado tende a uma maior firmeza e a avanços nas cotações. Iglesias ressalta que o avanço da colheita da soja será um fator relevante nas próximas semanas, considerando o possível encarecimento do custo do frete. Espera-se, como normalmente ocorre, que haja um foco maior na colheita, comercialização e transporte da soja. Assim, o milho acaba sendo deixado de lado, a oferta do cereal se reduz, e os preços tendem a reagir a isso.

 

Conforme aumenta a colheita da soja, sobe o valor do frete. Iglesias salienta que São Paulo depende de milho de outras regiões produtoras e o consumidor paulista vai encontrar maior dificuldade na obtenção do cereal.

 

No balanço dos últimos sete dias, entre as quintas-feiras 10 e 17 de fevereiro, o milho em Campinas/CIF na venda caiu de R$ 101,00 para R$ 99,00 a saca, com baixa de 2,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal na venda recuou de R$ 100,00 a saca para R$ 97,00 a saca, queda de 3,0%.

 

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço recuou de R$ 98,00 para R$ 97,00 a saca, desvalorização de 1,0%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação se manteve em R$ 85,00. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, o valor baixou de R$ 101,00 a saca para R$ 100,00, baixa de 1,0%. Em Uberlândia, Minas Gerais, a cotação seguiu em R$ 94,00 a saca. Em Rio Verde, Goiás, o mercado manteve-se em R$ 94,00.

 

Fonte: Agência Safras

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