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Preço do suíno reage no Brasil com oferta mais ajustada

O mercado brasileiro de suínos apresentou recuperação nos preços ao longo da semana, com o ritmo de negócios apresentando maior fluidez e o quadro de oferta mais ajustado frente à demanda.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 58,164 milhões em agosto (5 dias úteis), com média diária de US$ 11,632 milhões. Foto: Agência de Notícias/Embrapa

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 58,164 milhões em agosto (5 dias úteis), com média diária de US$ 11,632 milhões.
Foto: Agência de Notícias/Embrapa

O mercado brasileiro de suínos apresentou recuperação nos preços ao longo da semana, com o ritmo de negócios apresentando maior fluidez e o quadro de oferta mais ajustado frente à demanda.

O analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, ressalta que o suinocultor conseguiu um melhor repasse dos custos de nutrição animal às cotações, embora o cenário de pressão sobre as margens da atividade continue pesando.

Maia projeta que a expectativa para o restante de agosto é positiva em termos de demanda interna, em meio ao alto preço da carne bovina e o avanço do processo de liberação das atividades sociais pelo país com a vacinação frente à covid-19 ganhando corpo. “O spread ainda estreito entre a carcaça suína e o frango congelado é outro fator que pode ajudar o escoamento dos cortes suínos ao longo das próximas semanas”, sinaliza.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 1,36%, de R$ 6,34 para R$ 6,42. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 1,11%, de R$ 11,61 para R$ 11,74. A carcaça registrou um valor médio de R$ 10,13, aumento de 2,02% frente ao valor registrado no começo do mês, de R$ 9,93.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 58,164 milhões em agosto (5 dias úteis), com média diária de US$ 11,632 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 24,053 mil toneladas, com média diária de 4,810 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.418,10.

Em relação a agosto de 2020, houve alta de 24,58% no valor médio diário da exportação, ganho de 15,19% na quantidade média diária exportada e valorização de 8,15% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo passou de R$ 135,00 para R$ 138,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 5,70. No interior do estado a cotação mudou de R$ 6,60 para R$ 6,70.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,90. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 6,60 para R$ 6,80. No Paraná o quilo vivo mudou de R$ 6,55 para R$ 6,60 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo permaneceu em R$ 5,70.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande subiu de R$ 5,80 para R$ 5,85, enquanto na integração o preço seguiu em R$ 5,70. Em Goiânia, o preço passou de R$ 6,90 para R$ 7,10. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno subiu de R$ 7,00 para R$ 7,20. No mercado independente mineiro, o preço aumentou de R$ 7,20 para R$ 7,40. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis mudou de R$ 5,70 para R$ 5,75. Já na integração do estado o quilo vivo seguiu em R$ 5,70.


As informações parte de Agência Safaras.

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