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Pesquisas mostram potencial da erva-mate além do chimarrão

Alguns estudos estão sendo desenvolvidos pela Embrapa Florestas em parceria com universidades

 

 

Esta planta nativa do Brasil e cultivada nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul possui cerca de 200 compostos químicos que estão sendo estudados por diversos grupos de pesquisa no país e até no exterior, entre eles o Laboratório de Tecnologia de Produtos Não-Madeireiros da Embrapa Florestas, coordenado pela pesquisadora Cristiane Helm.

 

Pesquisas realizadas em parceria com universidades:

 

1. Biofilme para revestimento de alimentos com alta atividade de água (exemplo: peixe)

 

– Película desenvolvida com extrato de erva-mate que indica a degradação (estado de conservação) da carne do pescado cru .

 

– Pesquisa realizada pela aluna de doutorado, Eduarda Muller, da FURB (Universidade de Blumenau), orientada pela professora Carolina Krebs e co-orientada pela pesquisadora Cristiane Helm, da Embrapa Florestas

– Escala TRL: 4

 

– Estágio de desenvolvimento: em busca de parceiros para desenvolvimento tecnológico.

 

2. Secagem de erva-mate por microondas

 

– pesquisas indicam a melhor forma de secagem da erva-mate para que as enzimas oxidativas não degradem os compostos bioativos. Depois da secagem o produto mantém a cor verde e mantém os compostos fenólicos benéficos à saúde.

 

– pesquisa realizada pela aluna de doutorado Jéssica Tomasi, da UFPR, orientada pelo professor Cícero Deschamps e co-orientada pelos pesquisadores Ivar Wendling e Cristiane Helm, da Embrapa Florestas.

 

– Escala TRL 7.

 

– Estágio de desenvolvimento: em busca de parceiros para desenvolvimento tecnológico.

 

3. Esferas com extrato de erva-mate

 

– esferas em gel encapsuladas com extrato de erva-mate para uso como suplemento de compostos energéticos e bioativos em sucos, iogurtes, smoothies, para aproveitamento integral dos benefícios da erva-mate. Pesquisas indicam que alguns tipos de compostos bioativos, por exemplo: compostos fenólicos, ao entrar no sistema digestivo, não são absorvidos e perdem seu potencial.

 

No entanto, se preservados e encapsulados até chegar no intestino, o organismo consegue absorver de forma completa. A encapsulação dos compostos do extrato de erva-mate com a formulação destas esferas permite isso.

 

– pesquisa realizada pelo aluno de doutorado, Fernando Villaverde Cendon, da UFPR, orientado pelo professor Álvaro Mathias, e parceria da pesquisadora Cristiane Helm.

– Escala TRL: 5.

 

– Estágio de desenvolvimento: em busca de parceiros para desenvolvimento tecnológico.

 

4. Farinha de erva-mate

 

– o processo de obtenção de farinhas é conhecido há séculos. Mas, para cada matéria-prima, é preciso estudar a melhor forma de produção e aproveitamento, secagem, granulometria, tempo de vida de prateleira, forma de armazenamento, aplicações e usos, aceitabilidade pelo consumidor, entre outros itens. A farinha de erva-mate é um produto obtido pela secagem adequada da erva-mate e uso da granulometria adequada também.

 

 

A farinha pode ser utilizada como ingrediente alimentício em dietas específicas. Contém alto teor de fibras alimentares, minerais, compostos bioativos (fenólicos) e metilxantinas (cafeína e teobromina).

 

– pesquisa realizada pelo aluno de doutorado Leandro Vieira, da UFPR, orientado pela professora Katia Zuffellato e co-orientada pelos pesquisadores Cristiane Helm e Ivar Wendling, da Embrapa Florestas.

 

– Estágio de desenvolvimento: em busca de parceiros para desenvolvimento tecnológico.

 

 

*Embrapa

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