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Paraná tem apenas 5% de área com cultivo florestal, mas o impacto positivo é grande

Contribuições vão além da geração de emprego e renda. Engajamento social e compromisso com o futuro impulsionam ações com a comunidade e conservação ambiental

O setor de florestas plantadas movimenta, anualmente, o comércio e os serviços locais dos municípios onde estão instalados os plantios, bem como as indústrias e toda a cadeia de suprimentos que faz desta uma das atividades que tem contribuído para a transformação social e econômica de diferentes regiões do Estado do Paraná. Mesmo ocupando apenas 5% da área territorial do Paraná, as florestas plantadas fazem do Estado um dos líderes nacionais em cultivo, produção, industrialização e exportação, com a cadeia mais completa do país. Existem aqui mais de seis mil empresas florestais, que representam 10% do total brasileiro, segundo levantamento realizado pela Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre) e divulgado no Estudo Setorial recentemente publicado.

O impacto positivo dessas empresas na economia local passa também pela capacidade de geração de empregos. Em 2018, o Brasil apresentou mais de 600 mil empregos no segmento, um aumento de 0,5% em relação ao ano anterior, e o Paraná respondeu por 16,5% desse total, com 98.782 empregos diretos, número 2,9% maior do que em 2017. Já quando se fala em empregos indiretos e efeito-renda, o Estado chega a 400 mil empregos.

“Se pensarmos no número de empregos indiretos, podemos dizer que aproximadamente 400 mil pessoas são beneficiadas pelo setor. Pela característica do segmento no Estado e pela localização geográfica, de terrenos mais íngremes e de acesso mais difícil, o uso de mão de obra ainda é muito grande, pois há a dificuldade de mecanização em algumas áreas. Nessas regiões onde as empresas florestais estão alocadas, que são regiões mais carentes, não temos desemprego, temos oferta de emprego, temos atividade. Ou seja: o setor florestal traz um benefício enorme para o Paraná, diminuindo o desemprego e, consequentemente, o êxodo rural”, detalha o engenheiro florestal e presidente da Apre, Álvaro Scheffer Junior.

Além disso, em um ano desafiador como foi 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, as empresas associadas à Apre atuaram de forma proativa para prover recursos às instituições que estavam na linha de frente no combate à doença, com doação de insumos, equipamentos de proteção individual, kits de higiene e testes para a detecção do vírus para hospitais e secretarias municipais de saúde, além de cestas básicas e contribuições em dinheiro para inúmeras organizações.

Compromisso com o futuro

Os dados levantados pela Apre mostram ainda que as empresas do setor estão atentas à agenda mundial quanto ao papel que têm na sociedade. Assim, além das contribuições sociais e econômicas, a cadeia de florestas cultivadas tem sido um dos agentes fundamentais quando o assunto é conservação no Brasil. O país possui nove milhões de hectares plantados e outros 5,9 milhões de hectares destinados a áreas de preservação e reservas naturais, resultando na proporção de 0,5 hectare protegido para cada 1 hectare plantado. No Paraná, somente com as associadas da Apre, esse número é ainda mais expressivo: para cada hectare de floresta plantada, existe mais um hectare de floresta nativa destinada à conservação.

Ainda de acordo com o presidente da Apre, a atividade florestal garante outros benefícios, como a fertilidade do solo, reciclagem de nutrientes, redução sobre a pressão nas florestas nativas. Vale destacar também a bioeconomia, que consiste, de forma geral, em substituir materiais não renováveis por materiais renováveis. Para isso, instituições de pesquisa e iniciativa privada se unem para aprofundar os estudos na área de nanotecnologia, buscando o desenvolvimento de novos produtos com base em compostos de nanocelulose, por exemplo. Bio-óleos, nanofibra e nanocristais são alguns desses bioprodutos desenvolvidos de materiais biodegradáveis de fontes renováveis, como as florestas plantadas.  Em 2020, pesquisadores desenvolveram, a partir de nanocelulose de pinus e eucalipto, um espessante para fabricação de álcool em gel.

Fonte: Celulose online/Secretaria da Agricultura e do Abastecimento

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