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Paraná produziu 3,2 milhões de toneladas de trigo na safra 2020/21

Esse volume é quase 20% inferior ao potencial estimado no início do ciclo, mas 1% superior ao produzido na safra anterior

 

O clima foi decisivo na produção de trigo e cevada no Paraná. O relatório mensal divulgado na quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento mostra queda na produtividade.

 

CEVADA

 

Na última semana a cultura da cevada praticamente encerrou a colheita no estado, já atingindo cerca de 98% da área estimada em 76 mil hectares. Na região de Guarapuava, principal produtora, 95% da área está colhida.

Segundo o agrônomo do Deral, Rogério Nogueira, registrou-se neste relatório uma redução de 18% no potencial produtivo da região, especialmente por conta das geadas e chuvas, mas a produção chega a 193 mil toneladas e tem boa qualidade.

 

No núcleo de Ponta Grossa, onde o plantio inicia em maio, a colheita já foi finalizada, e foram produzidas 88 mil toneladas de cevada. No entanto, conforme o Deral já indicava no relatório de outubro, metade desse volume não atingiu o padrão cervejeiro, devido ao excesso de chuvas durante a colheita, e deve ser destinada à ração animal.

A produção em todo o estado está estimada em 311,2 mil toneladas de cevada, uma redução de 12% com relação ao potencial inicial, mas um volume 14% superior ao produzido no ano passado. Aproximadamente 62% da produção está comercializada.

 

Os preços estão atraentes para os produtores. Na média de novembro, eles receberam R$ 105,00 reais pela saca de 60 kg, valor 23% superior ao registrado em novembro de 2020, de R$ 85,00.

 

TRIGO

 

Na safra 2020/21, o Paraná produziu 3,2 milhões de toneladas de trigo, conforme já apontava o relatório de outubro. Esse volume é quase 20% inferior ao potencial estimado no início do ciclo, mas 1% superior ao produzido na safra anterior. A área de plantio é de 1,22 milhão de hectares, 7% superior ao ano passado.

 

“Neste ano, tivemos mais problemas com seca e geadas comparativamente ao ano passado”, explica o agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho. Com este cenário, e se as estimativas para a safra do Rio Grande do Sul se confirmarem, o Paraná pode perder a liderança na produção nacional de trigo. Considerando os preços recebidos pelos produtores, que estão, em média, 20% melhores do que no ano passado, a safra deve fechar com um bom rendimento.

 

De acordo com Godinho, em dezembro, serão divulgados dois indicadores importantes para a definição do futuro próximo da triticultura paranaense: a intenção de plantio de milho safrinha e a atualização dos custos de produção de trigo. “Este último tem sido fator de preocupação para os produtores de cereais do Paraná, principalmente em relação aos preços e disponibilidade de fertilizantes”.

 

Fonte: Seab com Edição

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