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Paraná deve ter aumento de 7% na produção de feijão, aponta Deral

Conforme o relatório, 99% da área estimada para cultivo de feijão já está plantada; veja informações sobre o arroz e a mandioca

 

O relatório mensal divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento aponta que cerca de 99 % da área total de feijão, estimada em 140 mil hectares, está plantada.

 

De acordo com o levantamento, do total semeado, 82% apresenta boas condições e 18% condições médias. Já o volume produzido pode chegar a 276,1 mil toneladas, aumento de 7% em relação à safra anterior, porém, a área é 8% menor.

 

Segundo o agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador, o clima no mês de novembro, quando muitas áreas estão em fase de floração, impactou o desenvolvimento da safra, com precipitações reduzidas e temperatura elevada. “Na região de Francisco Beltrão, por exemplo, 60% das lavouras estão em condições médias. Agora, dependemos do clima para ter uma boa safra”, explica.

 

Na semana passada, o preço médio recebido pelos agricultores foi de R$ 253,37 pela saca de 60 kg do feijão tipo cores e R$ 225,48 para o tipo preto. Segundo Salvador, o Paraná registra redução desses valores comparativamente ao primeiro semestre, principalmente pela redução do consumo.

 

ARROZ

 

As estimativas do Deral sinalizam que a produção de arroz no Paraná pode somar 150 mil toneladas de arroz na safra 2021/22. Segundo o economista Methodio Groxko, o abastecimento do mercado está normalizado, com o bom andamento da safra no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.

 

MANDIOCA

 

As condições climáticas estão favorecendo as práticas de campo, tanto na colheita quanto no plantio da safra 2021/22, segundo o economista Methodio Groxko. A oferta de mandioca para as indústrias de fécula e de farinha continua baixa e, por isso, a demanda é complementada com o produto de outros estados.

 

 

Conforme o Deral, área para a safra 2021/2022 está estimada em 128,4 mil hectares. Já a produção deve somar 2,9 milhões de toneladas. Esta posição, se confirmada, será menor em 7% na área e 10% na produção em relação à safra anterior.

 

Na semana de 15 a 19 de novembro, os valores pagos aos produtores foram considerados satisfatórios. Eles receberam, em média, R$ 602,00 pela tonelada de mandioca posta na indústria. Este preço é cerca de 35% maior em relação a novembro de 2020. A saca de 25 kg de fécula foi comercializada a R$ 84,00 e a saca de 50 kg de farinha crua por R$ 128,00.

 

A reduzida oferta de mandioca, a necessidade de reposição dos estoques de farinha e de fécula de final de ano, e a aproximação da entressafra alavancaram a subida dos preços em todos os segmentos da comercialização. Outro fator foi o aumento das vendas para o exterior. Neste ano, houve aumento de 50% das exportações de fécula paranaense, volume comprado principalmente pelos Estados Unidos e países do Mercosul. O estado responde por 70% da produção nacional.

Fonte: Seab

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