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Novo embargo chinês pode pressionar mercado de boi no Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, confirmou na segunda-feira (2) que foi notificado pelas autoridades chinesas sobre a suspensão das compras de carne bovina de algumas empresas do Brasil

A confirmação da suspensão de duas novas plantas de carne bovina do Brasil por parte da China pode trazer um cenário de pressão adicional nas cotações do boi gordo, segundo a avaliação do analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias.

 

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, confirmou na segunda-feira (2) que foi notificado pelas autoridades chinesas sobre a suspensão das compras de carne bovina das plantas da Marfrig em Tangará da Serra (MT) e da JBS em Barra do Garças (MT).

 

Segundo Iglesias, desde o final de março a China vem realizando suspensões temporárias das importações de carnes de plantas brasileiras, em razão de uma política de tolerância zero para a covid-19, o que vem trazendo contratempos aos frigoríficos. “As empresas que tiveram as exportações suspensas já trabalham com uma escala de abate definida. A necessidade de remanejo muitas vezes não é simples. Os maiores frigoríficos até podem repassar os animais para outras plantas, mas isso é algo oneroso, especialmente no que diz respeito aos animais padrão China, pelos quais as empresas pagam valores diferenciados”, explica.

 

Para Iglesias, os embargos por parte da China são temporários e o país vai retomar as compras, mas as vezes esse processo tem demorado muito. “Em Mozarlândia (GO), por exemplo, os embarques foram suspensos em março e ainda não voltaram”, sinaliza.

 

 O analista entende que, mais uma vez, os frigoríficos estão nas mãos da China e essa política adotada pelo país asiático vem prejudicando muito bastante o mercado brasileiro de boi gordo.

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