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Monitoramento da safra de grãos mostra o efeito climático nos cultivos

No Paraná, a falta de chuvas e a redução do armazenamento hídrico têm dificultado, principalmente o crescimento dos cultivos de inverno

Seca e frio influenciaram para queda da produtividade no estado.

Ilustrativa Foto: pixabay

Durante as primeiras semanas deste mês, as áreas de cultivo que tiveram os maiores acumulados de chuva  no país foram a região Norte e o litoral do Nordeste.

Já na região Sul, as chuvas ficaram mal distribuídas e no Centro-Oeste e Sudeste prevaleceu o tempo seco.

A análise é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada no Boletim de Monitoramento Agrícola Cultivos de Verão e Inverno – Safra 2020/21.

O boletim traz informações sobre as condições agrometeorológicas e do comportamento das lavouras, em imagens de satélites e no campo, com o monitoramento das principais regiões produtoras de grãos, considerando os cultivos de verão e inverno.

 

Para isso, conta com a colaboração do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e  do Grupo de Monitoramento Global de Agricultura (GLAM).

REGIÕES

Segundo a publicação, as irregularidades das chuvas na região Sul e a redução do armazenamento hídrico têm dificultado os tratos culturais e o desenvolvimento dos cultivos de inverno. As lavouras em estágios mais avançados no norte do Paraná são as mais atingidas

 

No norte do estado praticamente não houve precipitação e no Rio Grande do Sul, com a má distribuição, a média diária do armazenamento hídrico no solo ficou abaixo do ideal.

 

No entanto,  em Santa Catarina o armazenamento hídrico ficou estável, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

 

De acordo com a Conab, a falta de precipitação também ocorreu no sudoeste do Mato Grosso do Sul, no centro-sul de São Paulo e no sul de Minas Gerais.

 

Os níveis de umidade diminuíram ao longo do período e afetaram a evolução dos cultivos de inverno não irrigados, além da realização dos tratos culturais.

 

Por outro lado, a ausência de chuvas foi favorável a outros setores, como as operações de colheita da segunda safra do milho e do algodão, nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

 

Em relação às geadas, a ocorrência durante a primeira quinzena de agosto foi menor e menos abrangente em comparação com o mês anterior.  Houve episódios, sobretudo, no Rio Grande do Sul.

 

Porém, como a maior parte dos cultivos de inverno está em desenvolvimento vegetativo, praticamente não houve impacto nas lavouras.

 

Clique aqui para ver mais detalhes sobre a situação das lavouras.

 

Fonte: Conab

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