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Milho já tem 30% de quebra, o que representa 4,4 milhões de toneladas

Devido à quebra, o Paraná tende a importar um volume maior de milho do que no ano passado

No início da safra, a expectativa era de que o Paraná produzisse um volume de 14,7 milhões de toneladas. Mas as perdas no campo foram significativas. Até o momento, aproximadamente 30% da safra foi perdida – cerca de 4,4 milhões de toneladas -, o que gera preocupação, inclusive, quanto ao abastecimento.

 

Agora, a produção esperada é de cerca de 10,3 milhões de toneladas. Esse volume é 13% menor do que o colhido na safra passada. A área está estimada em 2,5 milhões de hectares, 9% superior à do ciclo anterior. As principais regiões produtoras do Estado, como o Norte e o Oeste, já apontaram perdas altas, em torno de 1,5 milhão em cada uma.

 

As razões para a redução da estimativa da safra de milho são principalmente a estiagem em fases decisivas para o desenvolvimento das plantas. Em decorrência do clima, doenças e pragas também contribuíram para a expectativa de uma menor produção. “Considerando a evolução da cultura e a situação climática dos últimos meses, provavelmente será registrada uma nova redução da produção no próximo mês”, diz o técnico do Deral, Edmar Gervásio.

 

No entanto, os produtores estão bem remunerados. Os preços recebidos pela saca de 60 kg de milho fecharam o mês de maio em R$ 91,38, contra R$ 90,13 na média de abril. O atual valor representa um aumento de 127% comparativamente ao mês de maio de 2020, quando o produtor recebia, em média, R$ 40,21 pelo produto.

 

Devido à quebra, o Paraná tende a importar um volume maior de milho do que no ano passado, mas já é, tradicionalmente, o maior importador do produto no país. Ao longo de 2020, o Paraná comprou 730 mil toneladas. Apenas de janeiro a maio de 2021, o volume de importação foi de 530 mil toneladas.

 

Fonte: Deral

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