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Junho de altos e baixos para milho termina com apreensão com geadas

As cotações caíram gradualmente até parte do mês e depois reagiram por conta das preocupações com geadas em regiões produtoras porém, o mercado de clima voltou com força com as geadas da virada de junho para julho.

Junho foi de altos e baixos para os preços do milho no mercado brasileiro. As cotações caíram gradualmente até parte do mês e depois reagiram por conta das preocupações com geadas em regiões produtoras e também com a reação do milho na Bolsa de Chicago. Mas no balanço do mês o resultado foi de quedas nos preços.

O mês de junho iniciou com a continuação de um mercado que era muito firme e passou a apresentar acomodação e baixas com a melhora na oferta e com uma postura mais discreta dos compradores, que pareciam abastecidos e esperando a oferta da safrinha. Porém, o mercado de clima voltou com força com as geadas da virada de junho para julho.

O frio extremo com geadas que ainda estão tendo possíveis perdas para as lavouras da safrinha avaliadas trouxe de volta uma ampla preocupação dos agentes com a oferta do milho. A safrinha já está comprometida pela falta de chuvas e geadas podem intensificar ainda mais as perdas, reduzindo a oferta no segundo semestre. Daí a subida observada, também gradual e com difícil precificação, nos valores do cereal nos últimos dias de junho, o que reduziu o movimento negativo no balanço mensal.

Nos portos, o milho foi pressionado para baixo pelas recentes quedas do dólar. A moeda americana no comercial acumulou em junho uma baixa de 4,8%, fechando o mês abaixo de R$ 5,00. Porém, a Bolsa de Chicago para o milho terminou junho com um salto nas cotações devido às estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontando uma área plantada para o país abaixo do que o mercado esperava. Isso deu suporte às cotações nos portos brasileiros para exportação e também contribuiu para a sustentação das cotações no mercado físico.

Os Estados Unidos deverão cultivar 92,692 milhões de acres na safra 2021/22, com alta de 2% frente aos 90,819 milhões de acres registrados na temporada 2020/21. O mercado trabalhava com uma expectativa de área de 93,818 milhões de acres. A área ficou acima dos 91,144 milhões de acres divulgados no relatório de intenção de plantio, divulgado no final de março.

No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Campinas/CIF caiu na base de venda em junho de R$ 100,00 a saca para R$ 98,00, baixa de 2,0%. Na região Mogiana paulista, o cereal recuou no comparativo de R$ 102,00 para R$ 94,00 a saca, baixa de 7,8%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo mensal de junho, o preço baixou de R$ 96,00 para R$ 94,00 a saca, declínio de 2,1%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação passou de R$ 84,00 para R$ 75,00 a saca no balanço do mês, uma baixa de 10,7%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve baixa de 8,2%, com o preço passando de R$ 98,00 para R$ 90,00.

Em Uberlândia, Minas Gerais, as cotações do milho caíram no mês de R$ 95,00 para R$ 90,00 a saca na base de venda, recuo de 5,3%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado baixou de R$ 93,00 para R$ 85,00 a saca, queda de 8,6%.


Com informações da Agência SAFRAS

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