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Grupo de 20 produtores de Irati tentam renegociar preço da soja

A comercialização antecipada da produção é cada vez mais comum, no entanto ela tem uma garantia legal que dificulta a renegociação de preços após contrato

Agricultores de todo o Paraná vem passando por um período crítico em suas lavouras devido a instabilidade climática, isso aliado com a demanda internacional, tem feito os preços dos grãos, principalmente da soja, ter uma elevação de preço recorde.

Porém, grande parte dos contratos de compra e venda dos grãos são negociados com antecipação e tem seus preços estabelecidos entre empresa e agricultor. Em Irati, conversamos com um produtor (que preferiu não se identificar), que faz parte de um grupo de 20 agricultores que estão em processo de negociação com uma empresa para revisão dos contratos.

“Estamos enfrentando um dilema muito grande, pois se a gente entregar nos preços do contrato não vamos conseguir plantar a próxima safra, por que houve um aumento muito grande no custo dos insumos. Além de que, as lavouras estão sendo muito afetadas em sua produtividade, primeiro pela chuva em excesso em janeiro, agora pelo sol muito forte”, conta o agricultor.

A lavoura deste produtor tem sofrido mais essa oscilação no clima, segundo ele, por conta das características do solo na localidade da propriedade, em Irati. “São solos rasos e arenosos que filtram muito a água, mas que também não a retém, então o sol muito forte após muito dias de chuva está causando prejuízo em cima de prejuízo na lavoura de soja. Primeiro, por que as vagens estavam abordando com muita chuva, agora com sol forte está torrando a planta”, relata.

Além disso, essa família de agricultores teve perda também na lavoura do feijão, devido ao clima. “Nós, precisamos que haja uma defesa ao pequeno agricultor, que a bancada ruralista do governo crie leis que nos ajude a ficar no campo produzindo. Precisamos ter um apoio maior e um amparo nas leis, principalmente nessas horas de dificuldade”, desabafa.

Em meados de fevereiro, a Secretaria de Agricultura do Paraná, emitiu uma nota falando sobre o impacto do excesso da chuva nas lavouras, devido as precipitações muito acima da média. Na região central foram 24 dias de chuvas consecutivas, com uma média de 252 milímetros, 47% a mais do que a média histórica.

Texto: AgroRegional

 

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