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Feijão – Lavouras colhidas apresentam redução em 7% em comparação ao potencial inicialmente estimado

Lavouras colhidas apresentam redução em 7% em comparação ao potencial inicialmente estimado

O Paraná cultiva duas safras de feijão. A primeira é conhecida como a safra das águas, plantada no período de agosto a dezembro. A segunda, chamada de safra da seca, é semeada nos meses de janeiro e fevereiro. Em relação à primeira, o atual ciclo está com área estimada em 151,4 mil hectares, redução de 1% em relação à safra anterior. A colheita deve alcançar 283,9 mil toneladas, volume 10% menor que o registrado no ciclo 2019/20. As áreas colhidas em dezembro e janeiro apresentaram uma leve redução na produtividade e qualidade do grão, resultado da estiagem no período inicial da janela de semeadura e das constantes chuvas que ocorrem desde o final de dezembro de 2020. As lavouras colhidas apresentam redução em 7% em comparação ao potencial inicialmente estimado. Neste momento, aproximadamente 62% da área total plantada já foi colhida e aproximadamente 96 mil toneladas foram comercializadas, o que representa 34% do volume esperado. Do feijão que ainda se encontram no solo, 9% estão na fase de floração, 18% em frutificação e 73% em maturação.

Segunda Safra (seca)

Já na segunda safra, em torno de 12% do total dos 237,3 mil ha previstos foram semeados. É uma extensão 6% maior que na segunda safra 2019/20. A expectativa é que sejam colhidas 468,7 mil toneladas, o que elevaria em 74% a produção comparativamente ao ciclo anterior. As lavouras se encontram na fase de germinação (41%) e desenvolvimento vegetativo (59%). Conforme dados do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), em janeiro, as chuvas foram quase que diárias em grande parte do território paranaense. As precipitações acumuladas medidas nas estações variam de 108 mm a 535 mm, valores bem superiores às médias dos últimos anos no Paraná. Estas constantes precipitações, e em grande quantidade, trazem prejuízos à produtividade e qualidade do grão da leguminosa, e interferem no valor do preço recebido da colheita dos grãos. Conforme dados do Deral/Seab, em janeiro, a média mensal dos preços médios recebidos pelos produtores de feijão foi de RS 261,50/sc de 60 kg para o feijão cores e RS 273,85/sc de 60 kg para o feijão preto.

Fonte: Deral/PR

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