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Fazenda de Imbituva é exemplo da inovação do campo na pecuária leiteira

Hoje, a propriedade que tem mais de 140 anos é administrada pela terceira geração da família

A visão inovadora da Família Brenner a frente dos negócios rurais vem de gerações, e contribuiu muitas vezes com a construção da história dos 150 anos do município de Imbituva. A Fazenda Engenho Velho, foi adquirida em 1880, pelo senhor Jacob Brenner. Na época ele havia recentemente chegado ao Brasil, imigrante da Áustria, primeiramente se instalou em Santa Catarina, depois Curitiba, vindo a fixar moradia em Imbituva, após adquirir a propriedade.

 

GERAÇÃO DE ENERGIA PARA A CIDADE

O bisneto que começou a trabalhar na propriedade com 18 anos, e atual administrador da Fazenda, João Guilherme Brenner, conta que primeiramente, foi investido na extração de erva-mate e madeira no local. “Logo em seguida foi iniciado a construção de um lago, feito de forma manual, uma obra bem desafiadora para a época. Assim que pronto, por volta do ano de 1913, esse lago que tem o tamanho de cinco hectares foi o responsável pela geração de energia elétrica para abastecer a cidade de Imbituva por 30 anos”, conta.

 

SOJA COLHIDA A MÃO

No ano de 1915, o senhor Jacob faleceu deixando a esposa Maria Brenner, que era imigrante alemã, viúva e com oito filhos. “Ela deu continuidade as atividades na propriedade e mais tarde os filhos assumiram a administração. Nesse tempo, meu avô, senhor Agostinho Brenner, formado em Medicina, comprou a parte dos irmãos e junto com um dos meus tios, investiu no plantio da soja. A propriedade foi uma das primeiras no Brasil a investir no cultivo, que naquela época tinha a safra de grãos colhida a mão”, relembra João Guilherme.

 

IMPORTAÇÃO DE GADO DA HOLANDA

A visão empreendedora fez com que em 1975, o senhor Agostinho importasse gado da Holanda a fim de investir na pecuária leiteira. E já no ano de 1979, a Fazenda tinha um protótipo de biogás. “Sempre a propriedade foi pensada como um todo, de forma que fosse sustentável e rentável”, explica o administrador.

 

SUSTENTABILIDADE

A Fazenda Engenho Velho possui 360 hectares, sendo que em apenas 160 hectares ocorrem as atividades produtivas. Sendo em torno de 70 hectares de área de mata nativa de Araucárias. Muitas áreas também com inundações pelos afluentes, sendo espaços destinados como forma de respeito ao equilíbrio ambiental.

 

ALTA PERFORMANCE LEITEIRA

A partir do ano de 2000 houve diversos investimentos na pecuária leiteira, e a atividade que era complementar, se tornou uma das principais, e alinhado a isso, a continuidade no plantio de lavoura para produção de silagem, sempre pensando em como agregar valor às atividades.

Tanto, que a Fazenda Engenho Velho foi a segunda no Brasil a implantar ordenhas robotizadas na produção leiteira, e nessa fase, foram feitos diversos investimentos em novos barracões e estrutura para o bem-estar animal.

Hoje, sete anos após a implantação do sistema, é utilizado tanto as ordenhas robóticas quanto as ordenhas mecânicas no manejo. “Neste tempo, chegamos a algumas avaliações que nos direcionam qual o melhor sistema para cada grupo de animais. E, essa escolha tem trazido bons resultados”, destaca João Guilherme.

Outra questão é o alto padrão genético dos animais, a Fazenda comercializa fêmeas raça Holandesa para todo o país.

 

BASE FORTE NO COOPERATIVISMO

 

João Guilherme, que é um cooperado da Frísia, comenta que ter uma Cooperativa em que se possa confiar, faz a diferença para ter bons resultados. “A Frísia é um exemplo em bom atendimento, no suporte técnico ao produtor e também, em preços competitivos. Isso fortalece a produção rural e dá amparo e incentivo para que o produtor invista com mais segurança, pois ele não está sozinho, ele faz parte de um sistema de cooperados”, comenta.

 

SISTEMA SUSTENTÁVEL

O administrador da Fazenda comenta que são três importantes fatores para o bom gerenciamento da propriedade.

 

 

Primeiro, para que se produza alimentos de qualidade é preciso que se tenha um acompanhamento técnico de todas as etapas produtivas. Segundo, o conforto animal alinhado as boas práticas ambientais, que permitam um ambiente favorável a produção. E terceiro, a gestão das pessoas envolvidas em todos os processos”, pontua João Guilherme.

 

 

Fonte : AgroRegional

 

 

 

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