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Família de Mallet chega à terceira geração e é referência nas atividades da lavoura

Família de Mallet chega à terceira geração e é referência nas atividades da lavoura

Na foto, os produtores rurais, pai Mário César e os filhos, Luís Gustavo e Luiz Henrique

 

O amor e a dedicação pela agricultura estão no sangue da família Grenteski que tem a propriedade localizada no interior de Mallet. Lá o trabalho é destinado ao cultivo de soja, milho e feijão no verão, e trigo cevada no inverno, além de plantas de cobertura.

O engenheiro agrônomo, Gustavo Grenteski, conta que o envolvimento da família com a agricultura começou na década de 1960, com o avô Mariano Grenteski. O agricultor cultivava arroz, trigo e milho a partir de técnicas rudimentares à época, a partir do trabalho manual e de tração animal. “Apaixonado pela terra, meu avô nunca parou de crescer e a partir da década de 70 a modernização das técnicas agrícolas, a mecanização e ajuda dos filhos, melhoraram o trabalho no campo”, afirma. 

Ao longo dos anos, o pai de Gustavo, Mário César Grenteski, passou a acompanhar o cultivo e se tornou o sucessor natural. Depois, Gustavo e o irmão, Luiz Henrique, se tornaram agrônomos e passaram a contribuir também com o conhecimento. “Hoje toda nossa família trabalha na propriedade, pai, mãe, irmãos e esposa. Onde as atividades desde a gestão da propriedade até a execução dos trabalhos no campo e a assistência técnica são feitas pela família”, afirma Gustavo.

SUSTENTÁVEL

 

Para o agrônomo, o trabalho desenvolvido pelos agricultores tem duas grandes contribuições para com a sociedade: o de alimentar e o de preservar.  “Para nós trabalhar com a terra e produzir alimento é algo muito satisfatório, pois sabemos que somos responsáveis por alimentar milhares de pessoas através dos grãos produzidos em nossa propriedade. Também somos responsáveis por cuidar do meio ambiente em que vivemos, preservando as matas, os rios e córregos, o solo e o ar. Acreditamos que somos capazes de ir além, buscando sempre técnicas de produção mais sustentáveis”, destaca. 

Gustavo explica que hoje a agricultura está cada vez mais digital, com as ações executadas a partir de coletas de dados em plataformas virtuais e com o uso de maquinários de última geração. Mas para ele, isso de nada adianta se o produtor não se atentar com a preservação e melhoria do espaço em que vive e produz.

PRODUÇÃO

Atualmente, a família Grenteski já iniciou os cultivos de verão com a implantação da cultura do milho e do feijão, e logo deve  iniciar a semeadura da soja. A cevada e o trigo já estão em fase reprodutiva e devem ser colhidos no final de outubro. Também neste momento ocorrem os manejos das plantas de cobertura onde será implantada a cultura da soja. 

TÉCNICAS

O trabalho da família é referência no município de Mallet graças às diversas técnicas empregadas na propriedade, e que garantem uma boa qualidade na produção.

“Crescemos trabalhando com meu avô e meu pai, e eles nos ensinaram a importância de cuidar da terra. Portanto, estamos sempre buscando técnicas de produção conservacionistas e sustentáveis.  Com o uso do plantio direto com rotação de culturas cada vez mais consolidado, estamos melhorando a matéria orgânica dos nossos solos tendo mais disponibilidade de água e nutrientes, além disso os sistemas de produção adaptados a nossa propriedade nos permitem fazer mais de uma safra por ano nas áreas, isso melhora a eficiência de produção de alimentos”.

Além disso tudo, Gustavo conta que estão incorporando nos manejos o uso de bioinsumos, como fungos e bactérias. Eles ajudam a controlar doenças do solo e das plantas, melhoram a biologia e trazem mais saúde ao solo e as plantas. “Com a adoção desses bioinsumos conseguimos diminuir o uso de produtos químicos que na maioria das vezes podem interferir negativamente no sistema de produção”, reitera.

Hoje, 30% da área é composta por reservas e APP’s. A propriedade também trabalha com o plantio direto que inibe a erosão e promove a conservação dos solos e dos rios. “Temos como obrigação sermos o bom exemplo para todos os produtores rurais, para que as técnicas de produção sustentáveis atinjam o máximo de pessoas e espaços e façam o bem comum de todos”, finaliza Gustavo. 


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Texto: Daiara Souza

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