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Em um ano, preço do milho sobe 140%

Período considerado é de maio de 2020 a maio de 2021

As condições de lavoura da segunda safra de milho 2020/21 permaneceram estáveis esta semana. Da área total no Estado, de 2,5 milhões de hectares, 23% apresentaram condições boas, enquanto 46% têm situação mediana e 31% condições ruins. Os preços recebidos pelo produtor pela saca de 60 kg de milho no Paraná fecharam a semana do dia 15 de maio em R$ 96,37.

 

Este valor é recorde e representa uma alta de 140% quando comparado ao preço médio de fechamento de maio de 2020. Já os preços médios de 2021 (janeiro a maio) apresentam alta de 73% quando comparados ao ano todo de 2020. Já o cereal na Bolsa de Chicago variou 98% aproximadamente quando comparado aos preços atuais versus o fechamento de maio/2020.

 

O gap de preços entre o mercado interno e internacional é justificado hoje, em grande parte, pela expectativa de escassez, prêmios de exportação e em menor grau pela volatilidade do real frente ao dólar.

 

INFLUÊNCIA DA BOLSA DE CHICAGO

No dia 21 de maio, o site Safras e Mercado noticiou que os “Preços do milho recuam no Brasil seguindo perdas na Bolsa de Chicago”.  O mercado brasileiro, entretanto, mostrou consolidação das altas não em função do quadro externo, mas, diante do ambiente de abastecimento e das péssimas condições da safrinha 2021, avalia o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.

 

Alguma ocorrência de chuvas no Paraná, Sul de São Paulo e Sul do Mato Grosso do Sul, infelizmente, não mudam o cenário trágico desta safrinha, mesmo porque nas demais regiões o quadro seguiu de seca continuada”, indica. As recentes chuvas e as precipitações previstas para o final de maio atenuam um pouco o quadro, mas segue a preocupação.

 

O consultor diz que as baixas na Bolsa de Chicago podem pressionar um pouco mais as tradings a elevar as vendas no mercado interno em detrimento da exportação”, avalia. Molinari pondera que as tradings podem vender, mas as entregas de milho ocorrerão somente após a colheita da safrinha. “A influência da Bolsa de Chicago nos preços de safrinha o Brasil é muito evidente, pois forma o preço de porto e determina os níveis que as tradings irão praticar no mercado interno”, ressaltou Molinari. “Com as baixas na Bolsa de Chicago, o mercado parece tentar esquecer da quebra expressiva da safrinha para se concentrar nos preços de porto”, indicou.

 

O consultor adverte, entretanto, que não há oferta disponível no mercado interno para atender plenamente a demanda regional até agosto com a quebra de safrinha. Normalmente, em junho já teríamos entrada de safrinha e avançaria em julho. “Neste ano, podemos ter sim alguma colheita em junho, mas, o forte da entrada da safrinha será em agosto. O ponto central neste ambiente em que a oferta segue justa e a colheita da safrinha ainda não avança é o posicionamento do produtor com venda de milho disponível, ainda nos armazéns, e das tradings para entregas na safrinha. Os produtores parecem não ter alterado a sua postura de venda apesar das baixas na Bolsa de Chicago. O que mais estaria pesando nestas decisões, neste momento, é a realidade da produção da safrinha”, afirma.

 

 

Como não chove, não vendem independente de outros fatores. Mas, as tradings acreditam que receberão os contratos de safrinha vinculados juntos aos produtores, em particular no Mato Grosso e procuram acelerar o repasse destes lotes para o mercado interno”, coloca Molinari.

 

 

Fonte: Deral/PR e Safras e Mercados

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