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Em quatro dias de fiscalização, IAT não registra autuações da Piracema

A fiscalização ocorreu ao longo de 170 km dos rios Ivaí, Paraná e Piquiri. A Piracema garante a reprodução das espécies nativas

O Instituto Água e Terra (IAT) divulgou, nesta terça-feira (14), um relatório da última fiscalização realizada no Piracema, período em que a pesca é proibida para garantir a reprodução das espécies nativas. A força-tarefa aconteceu ao longo de 170 km dos rios Ivaí, Paraná e Piquiri, nas regiões Oeste e Noroeste, entre os dias 08 e 12. Essas operação são comuns durante todo o período de restrição.

 

 

Durante quatro dias, foram localizados e retirados dos rios apenas uma pequena quantidade de materiais armados de pesca predatória, como redes, espinhel e anzóis de galho. Nenhum crime de maior natureza foi identificado e o órgão estadual não emitiu nenhum Auto de Infração Ambiental (AIA).

 

 

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, o resultado é fruto de uma grande política de educação ambiental, desenvolvida com a fiscalização constante.

 

“Sem educação ambiental, não chegamos a lugar nenhum e preservação do meio ambiente sem fiscalização não existe. Prouramos representar o equilíbrio entre desenvolvimento, crescimento, geração de emprego e renda das pessoas, e o cuidado e recuperação do meio ambiente”, disse.

 

 

Ainda de acordo com o secretário, além da fiscalização, as ações de educação ambiental promovidas pelo Rio Vivo, que envolve a comunidade na soltura de peixes com o objetivo de repovoar os rios, também contribui para a conscientização dos paranaenses.

 

 

FISCALIZAÇÃO

 

A vistoria via aquática foi uma integração dos Escritórios Regionais do IAT de Maringá, Umuarama, Foz de Iguaçu, União da Vitória e Cornélio Procópio. As embarcações percorreram os municípios de Tapira, Douradina, Ivaté, Icaraíma, Alto Paraíso, Altônia, São Jorge do Patrocínio e Francisco Alves.

 

 

“O resultado significa que os paranaenses estão entendendo a importância de respeitar o período de reprodução dos peixes”, destacou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

 

 

De acordo com o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Góes, esta é a primeira vez que o instituto emite um relatório de força-tarefa com esta finalidade, sem autuações.

“Ficamos surpresos com os resultados. Esse fato se torna histórico ao longo das nossas forças tarefas no Piracema”, disse.

 

 

PIRACEMA

 

O Piracema começou no dia 1º de novembro acontece até o dia 28 de fevereiro de 2022, com o objetivo de proteger todas as espécimes nativas do Estado, como bagre, dourado, jaú, pintado, lambari, mandi-amarelo, mandi-prata e piracanjuva. O relatório final será divulgado apenas após esse período.

 

 

A restrição acontece desde 2009 e é uma determinação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), pois é durante esse período que a maioria das espécimes se reproduz.

 

 

São proibidas, também, competições de pesca, torneios, campeonatos e gincanas. Somente são permitidas as competições em reservatórios, visando a captura de espécies não nativas e híbridos.

 

 

Quem for flagrado em desacordo com as restrições será enquadrado na lei de crimes ambientais. A multa é de aproximadamente R$ 700,00 por pescador e mais de R$ 20,00 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, poderão ser apreendidos. O transporte e a comercialização também serão fiscalizados.

 

Fonte: IAT

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