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Devet Cocari orienta sobre como fazer o controle de carrapato bovino

Os prejuízos causados pelo carrapato Boophilus microplus, o mais frequente em rebanhos no Brasil, são estimados em US$ 2 bilhões por ano

 

O carrapato Boophilus microplus é o ectoparasito mais frequente em rebanhos no Brasil. Os prejuízos causados por ele são estimados em US$ 2 bilhões por ano, ocorrendo de forma direta e indireta. Conforme salienta Leonardo Pereira Pontes, médico veterinário do Devet Cocari, “em relação aos efeitos e consequências diretas causadas pela picada, estão: irritabilidade, perda de sangue, acarretando redução de peso e de produção de leite, miíases secundárias e consequentes danos no couro, além da possibilidade de transmissão dos agentes da tristeza parasitária bovina”.

 

“Entre as perdas indiretas, podem ser citados: o custo do controle químico, mão-de-obra, os danos ambientais decorrentes do uso desses produtos, os resíduos deixados nos produtos de origem animal”, disse. “Além de todas essas perdas, o manejo no curral pode acarretar em estresse nos animais, fazendo com que emagreçam até 15 kg”, comentou.

 

Uma infestação de 100 carrapatos/dia pode ocasionar
Redução de 890 ml de leite por dia
Redução de 75 kg de peso vivo: um carrapato provoca redução de até 750 g de peso vivo por ano
Ciclo carrapato do boi Rhipicephalus (Boophilus) microplus

Ciclo de vida

 

O médico veterinário destaca que conhecer o ciclo de vida do parasita é uma importante ferramenta para auxiliar o produtor a tomar decisões de manejo para o controle da infestação porque ao entender os aspectos da vida do carrapato, é possível adotar medidas de manejo que promovam redução das perdas econômicas.

 

“A fêmea ingurgitada (repleta de sangue) chega a ficar 10 vezes maior que o macho. Nessa fase, ela se desprende do hospedeiro durante as primeiras horas da manhã e faz a postura no solo. É importante reforçar que cada fêmea é capaz de produzir cerca de 3 mil ovos”, relatou. “O desenvolvimento de larva até a fase de fêmea ingurgitada leva de 18 a 35 dias, com período médio de 21 dias. Dos ovos, sairão as larvas, que subirão pelas gramíneas, arbustos ou paredes de abrigo à espera da passagem de um hospedeiro, reiniciando o ciclo”, afirmou.

 

De acordo com Pontes, no verão, há um aumento da população dos parasitos, propiciado pela multiplicação dos carrapatos durante a primavera. “Caso não seja controlado, esse aumento populacional será progressivo, chegando a um pico máximo durante o outono”, enfatizou.

 

Leonardo Pereira Pontes, médico veterinário do Devet Cocari

 

Estratégias de controle

 

Para o controle do carrapato são utilizados tratamentos sucessivos de acaricidas (carrapaticidas), principalmente nos períodos da primavera, verão e outono. “Essa forma de controle ao longo dos anos tem sido apontada como um dos principais fatores que favorecem o surgimento da resistência do carrapato aos princípios ativos dos medicamentos e, em muitos casos, leva à quebra da estabilidade imunológica dos bovinos frente aos agentes da TPB (tristeza parasitária bovina), além de elevar os custos com tratamento e mão-de-obra”, destacou.

 

Dessa forma, segundo o médico veterinário, é preciso investir em um programa de controle estratégico do carrapato, que visa à redução da carga parasitária sobre os animais, a descontaminação das pastagens e a manutenção das áreas com baixa infestação. “O Devet Cocari está preparado para auxiliar nossos cooperados no controle do carrapato, a fim de minimizar os prejuízos econômicos, melhorar a sanidade animal, reduzir a infestação das pastagens e nos animais, além de aumentar a produção do rebanho dos pecuaristas”, afirmou.

 

Uma assistência técnica de qualidade e o planejamento de um conjunto de ações são as melhores alternativas para solucionar o problema. “O tipo de tratamento e os intervalos de aplicação de carrapaticidas podem ser diferentes de uma propriedade para outra, dependendo do grau de infestação”, frisou.

Fontes: Assessoria Cocari

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