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Cooperativismo brasileiro deve movimentar mais de R$ 600 bilhões em 2023

A Organização das Cooperativas do Brasil mantém a meta de atingir, até 2027, o movimento total de 1 trilhão de reais e 30 milhões de cooperados

 

A agropecuária tem sido o grande destaque do cooperativismo brasileiro. Para 2023, do total de investimentos previstos para as cooperativas, que poderá superar os R$ 600 bilhões, o agro deverá receber de 60% a 65% desse valor, informou Márcio Lopes de Freitas, presidente do Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) e titular da Academia Nacional de Agricultura da SNA.

 

“Apesar das dificuldades e dos custos das linhas de financiamento, devemos manter o nível de investimento acelerado, capaz de atender a demanda crescente do setor agropecuário em infraestrutura, indústria e logística”, disse Lopes.

 

Segundo ele, o cooperativismo teve um excelente desempenho em 2022. “Devemos fechar o ano com crescimento em todos os setores de atuação. O número de cooperados aumenta e deve atingir os 19 milhões. Quando consideramos os familiares, estamos tratando de quase 60 milhões de pessoas envolvidas com este nosso negócio, presente em todo território nacional e principalmente no interior”.

 

Além disso, a OCB mantém a meta de atingir, até 2027, o movimento total de 1 trilhão de reais e 30 milhões de cooperados.

 

Otimismo

 

 

Para o próximo ano, Lopes aposta na continuidade do “ritmo de crescimento e prosperidade, apesar das incertezas causadas pelo momento político e mudanças de cenário que se avizinha”.

 

O executivo lembrou que, mesmo com as dificuldades causadas pela pandemia e conflitos globais, recessão, restrições de acesso a mercados e produtos, “a previsibilidade e segurança jurídica trouxeram um ambiente favorável para o trabalho”.

 

“Há dúvidas sobre os novos rumos da economia, com mais influência e interferência do estado na economia e interferência política sobre os rumos do país. Mesmo assim, mantemos o ânimo”, disse o presidente da OCB.

 

“Sabemos que temos custos de produção elevados. Preços de insumos e taxas de juros vão tirar muita margem do setor, que vai precisar de competência gerencial pra manter o desempenho. Mesmo assim, mantemos o otimismo e faremos de 2023 mais ano de prosperidade para a nossa gente do coop”, concluiu Lopes.

 

*SNA

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