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Clima prejudica plantações de mandioca no Paraná

A falta de chuvas e as altas temperaturas estão dificultando os trabalhos no campo, tanto da colheita como do plantio

A falta de chuvas e as altas temperaturas estão dificultando os trabalhos no campo, tanto da colheita como do plantio (Foto: Reprodução/Pixabay)

O clima dos últimos dias continua desfavorável para a cultura de mandioca na maioria das regiões produtoras. A falta de chuvas e as altas temperaturas estão dificultando os trabalhos no campo, tanto da colheita como do plantio da nova safra de 2021/22.

Este cenário já se reflete na oferta de matéria-prima para as indústrias de fécula e de farinha, que mesmo buscando a mandioca em locais mais distantes como Mato Grosso do Sul e São Paulo, não é suficiente, e a ociosidade industrial já se aproxima dos 60% da capacidade instalada. O panorama de escassez das chuvas, os altos preços de arrendamento das terras, devido à forte disputa com os grãos, e a escassez de manivas, causada pelas geadas, poderão causar uma nova redução de área para a próxima safra em nosso Estado.

O primeiro levantamento sobre a nova safra será realizado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral) nas próximas semanas. Vale ressaltar que em função de altos preços de arrendamento, que atingem valores até superiores a R$ 10.000,00/alqueire, alguns produtores do Noroeste do Paraná, em especial de Paranavaí, estão se deslocando para Mato Grosso do Sul e São Paulo, para realizarem o plantio de mandioca.

PREÇOS

No período de 16/08/21 a 20/08/21 os produtores receberam em média de R$ 473,00/t de mandioca posta na indústria. Este valor significa um aumento de 4,5% em relação à última semana e 8,7% comparado à média de julho, que foi de R$ 435,00/t. A fécula, no atacado, foi comercializada a R$ 72,00/sc de 25 kg, aumento de 3%, e a farinha, por RS 95,00/sc de 50 kg, com aumento de 1,6% em uma semana.

Fonte: Deral

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