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Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco realiza reunião

Um dos temas do encontro foi a prévia da safra de tabaco 2021/2022. As pesquisas parciais da Afubra apontam uma variação média de 64,2% de aumento no preço pago no Virgínia e 58,8%, em comparativo à safra 2020/2021

 

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de manter a proibição do consumo dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), no Brasil, foi um dos temas da reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, realizada na manhã de 19 de julho.

 

Para o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider, “o mercado ilegal traz esses produtos para dentro do Brasil. A proibição não elimina o consumo, que vai continuar crescendo. Melhor seria ter uma fiscalização fitossanitária, para a segurança de quem consome os dispositivos”.

 

Carlos Galant, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), disse que teve, recentemente, uma reunião extraordinária da diretoria colegiada da Anvisa, para avaliar a análise do impacto regulatório sobre os DEFs. “Não foi discutida a regulação, só avaliado e aprovado o relatório de impacto. Esse relatório coloca três alternativas: uma delas manter a RDC 46; a segunda, manter a RDC 46 e fortalecer a fiscalização dos dispositivos; e a terceira, regular os dispositivos. O próximo passo deve ser uma consulta pública sobre o tema. Após essa consulta, a colegiada se reúne para deliberar e decidir”.

 

Por sugestão de Romeu Schneider, será encaminhada uma solicitação para que a Anvisa volte a ocupar uma cadeira na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, ou, para que participem da próxima reunião da Câmara.

 

 

SAFRA DE TABACO

 

O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício Albano Werner, apresentou uma avaliação prévia da safra brasileira de tabaco 2021/2022. As pesquisas parciais de comercialização, realizadas pela equipe técnica e de campo da Afubra junto aos fumicultores gaúchos, catarinenses e paranaenses, apontam uma variação média de 64,2% de aumento no preço pago no Virgínia (R$ 10,54 para R$ 17,31) e 58,8% no Burley (R$ 10,02 para R$ 15,91), em comparativo à safra 2020/2021 (dados até 16 de julho). “Esse levantamento de preços é realizado por meio da apuração das notas fiscais recebidas pelos produtores”, explica Werner.

 

Texto: Jorn. Luciana Jost Radtke/Afubra

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