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Alunas do IFPR de Irati foram finalistas da Olimpíada Brasileira de Agropecuária

A equipe viajou para o Espirito Santo, onde ocorreu a final da competição; A OBAP é uma competição nacional de cunho técnico cientifico

Alunas durante treinamento para a final

 

O Campus de Irati do Instituto Federal do Paraná (IFPR) está comemorando a participação de uma equipe da instituição na final da Olimpíada Brasileira de Agropecuária (OBAP). A competição ocorreu na última sexta-feira (4) e sábado (5) no Espírito Santo.

 

Camila Woiski Fernandes, Isabella Goba, Jacieli Kozar e Stefany Perek são estudantes do Ensino Médio Integrado técnico em Agroecologia e participaram da primeira fase no formato remoto, ficando com medalha de prata e garantindo uma vaga na final. Das quatro, apenas a primeira, Camila, não pode viajar com a equipe por questões pessoais.

 

Em entrevista ao AgroRegional, a professora Ana Cláudia Radis, orientadora das alunas, contou como foi a dinâmica das atividades. “Nós organizamos um pequeno grupo de estudos para reforçar os conteúdos e preparar as estudantes que estavam inscritas. A organização da Olimpíada Brasileira de Agropecuária disponibiliza uma plataforma de treino para que os inscritos possam se ambientar com o modelo das questões. Geralmente eles utilizam um banco de questões das provas de edições anteriores e essa ferramenta traz um grande auxílio”, explica.

 

De acordo com ela, na primeira fase, em setembro do ano passado, ela acompanhou a realização da prova pelas estudantes. 

 

RESULTADO

 

O IFPR de Irati comemorou o bom resultado da equipe que garantiu quatro alunas na final.. “Eu fiquei muito feliz com o resultado. Das quatro estudantes que participaram da primeira fase, nós tivemos duas com medalha de prata e duas com medalha de bronze. Ou seja, todas foram selecionadas para a fase presencial”, destaca Ana.

 

A orientadora também aponta que essa participação mostra que mesmo com as dificuldades do ensino remoto, a instituição conseguiu atingir o objetivo com a formação dos alunos no instituto. “Foi emocionante quando vimos os nomes delas na lista dos medalhistas da primeira fase! E na sequência tivemos a informação de que seria realizada a fase presencial, que não ocorreu nas duas últimas edições por conta da pandemia. Essa fase seria no estado do Espírito Santo e os estudantes teriam a experiência de conhecer outro Instituto Federal, outro Campus e, o mais importante, vivenciar e aplicar as atividades práticas do curso de Agroecologia. E para essa fase presencial nós nos dedicamos durante o feriado do carnaval e treinamos por vários dias seguidos”, conta. 

 

 

Da esquerda para direita, a professora Ana Claudia Radis e as alunas Jacieli, Isabella e Stefany

IMPORTÂNCIA

 

Ações como esta da OBAP, na visão de Ana Claúdia, são essenciais para que os estudantes apliquem os conteúdos adquiridos ao longo do curso, além de ser uma nova experiência para as participantes. “Essas ações auxiliam no preparo dos estudantes para o mundo do trabalho e reforçam os conteúdos ministrados em sala de aula. Percebemos que quando elas encontravam questões que já tinham estudado e se sentiam seguras na resposta, elas ficavam realizadas. Mas quando se depararam com questões que exigiam mais conhecimento, elas se sentiam instigadas pela busca das respostas. Tenho certeza que a experiência trouxe muito conhecimento e faz com que as estudantes sigam animadas com a profissão do curso técnico em Agroecologia”, garante a professora.

 

OBAP

 

Esta é a 10º Edição da Olimpíada Brasileira de Agropecuária, que foi realizada pelo Instituto Federal Sul de Minas, com apoio do CNPQ, do Ministério da Educação e do Ministério de Ciência, Inovação e Tecnologia. Neste ano, ela ocorreu no Campus de Alegre do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

 

 

Antes da viagem para Espirito Santo, as estudantes realizaram treinamentos; o professor João Luis acompanhou a equipe

 

Para o professor e coordenador do curso de Agroecologia do IFPR, João Luis Dremiski, que foi quem acompanhou a equipe no Espírito Santo, é importante destacar o caráter nacional da competição e seu cunho técnico científico. Segundo ele, isso ajuda os estudantes a ingressarem também na carreira científica.

 

“Para nós é muito gratificante ver esses alunos indo para essa carreira científica que é tão desvalorizada. Gostaria de destacar a participação de outros Campus do Brasil. Só temos que apoiar essa equipe e garantir que elas aproveitem o máximo a troca de experiências”, disse o coordenador antes do início da fase final, em entrevista ao AgroRegional.

 

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