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Agricultura familiar recebe incentivo de buscar alternativas além do cultivo do tabaco

Em Palmeira, cerca de 160 famílias participam da iniciativa, mas na região ao todo são 860

A diversificação da propriedade e alternativas de produção rentáveis à agricultura familiar é um dos trabalhos que vem sendo realizado junto a produtores rurais, principalmente as famílias que são ligadas exclusivamente ao cultivo do tabaco na região.

 

O projeto ATER 

 

Assistência Técnica e Extensão Rural é realizado pelo CEASOL (Centro de Estudos, Assessoria e Serviços para o Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário). Em Palmeira, participam do projeto que busca fortalecer a diversificação, diminuindo custos e tornando a produção mais autossustentável, são cerca de 160 famílias de agricultores, e na região Centro-Sul, esse número gira em torno de 860.

 

O técnico que coordena o projeto em Palmeira, Evison Monegate, comenta que nos últimos dois anos – da última chamada pública, houve grandes avanços junto às famílias. “Podemos citar por exemplo, que hoje são 50 famílias com cultivo de Pitayas, uma fruta extremamente rentável e que trará em breve mais renda e oportunidades para essas famílias”, comenta.

 

Mas, são diversos os exemplos positivos do trabalho que vem sendo realizado pelo projeto, principalmente com foco em diminuir os custos na propriedade, fazendo com que ela se torne autossustentável, e ao mesmo tempo, ampliando a renda para essas famílias.

 

Everton Cleber Borges da localidade Campestre de Vieiras, em Palmeira, é exemplo de um produtor que abandonou a produção do tabaco e vem progredindo na propriedade com outros cultivos. “Diversificamos a propriedade para ter o menor custo com a compra de produtos para a alimentação e o excedente pode ser comercializado. Hoje, produzimos soja, milho, feijão, arroz, batata, leite, entre outros produtos”, conta.

 

Uma das alternativas para baixar os custos foi a produção própria de sementes e o uso de biofertilizantes, o que permitiu retirar uma boa porcentagem do uso de produtos químicos. “O cultivo do milho hoje ocorre com o uso de bactérias para produção do nitrogênio para a planta. A utilização dos biofertilizantes diminui ainda a compra de adubo e uréia, tornando mínimo também, o consumo de agrotóxicos”, cita Everton.

 

Os resultados foram tão expressivos, que a propriedade foi escolhida para sediar os dois dias de campo do projeto em 2019 e 2020 – um evento já deveria ter ocorrido em 2021, mas devido a Pandemia teve que ser adiado.
Um dos parceiros do projeto em Palmeira é o Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A ATER conta também com uma equipe de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina, que faz estudos e pesquisas para nortear as ações no campo.

 

Fonte: Boletim AgroRegional

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