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Agricultor de Imbituva vai apostar no tabaco este ano, apesar de perdas pelo granizo

Luiz Alberto Andrade (35 anos) teve a cultura toda afetada no ano passado, mas não desanimou; "a vida de agricultor é essa, nem sempre ganhamos", disse ao AgroRegional

Foto: Arquivo Pessoal

 

Cada vez mais os produtores de fumo estão diversificando a produção, dando espaço também para outras culturas. Está é uma forma de produzir para consumo próprio, mas também de garantir uma renda extra, e em alguns casos, a renda de emergência.

 

Isso porque com o clima cada vez mais instável, basta uma chuva com granizo para se perder uma safra toda.

 

Em Imbituva, cidade que concentra um bom número de fumicultores, o agricultor Luiz Alberto Andrade (35 anos) é um dos que continua trabalhando com o tabaco. Em entrevista ao Boletim AgroRegional, o morador da localidade Palmar contou como é a rotina na propriedade e o que está planejando para este ano. “Sempre morei aqui, gosto muito da agricultura. Produzimos soja, feijão, milho e tabaco”, afirma.

 

De acordo com informações do relatório do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) produzido pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), em 2020 o fumo foi a segunda cultura que gerou mais ganhos em Imbituva, representando 18,4% do total do VBP municipal.

 

De acordo com ele, o rendimento financeiro da família sempre veio do fumo, mas não este ano. “Devido ao granizo que pegou no tabaco, afetando quase 100%. Daí fica entre feijão e soja, a soja também foi prejudicada com granizo, mas revoltou. Depois, a estiagem que também afetou a produção, a vida do agricultor é essa nem sempre ganhamos”, lamenta.

 

Apesar das dificuldades pelas perdas nas produções, o produtor não desanima e conta com ajuda da família para seguir forte na agricultura. “A rotina é cada dia trabalhar em um serviço diferente. Quem trabalha aqui comigo é minha mulher e meus pais que me ajudam”.

 

A esposa de Luiz, Jessica Janaína Andrade (28 anos), além de ajudar o marido na propriedade, também cuida dos filhos, os pequenos Louis Kauã (10 anos) e Sthefany Yasmin (10 anos), mostrando o valor da mulher rural, essencial para o desenvolvimento do campo.

 

PLANOS

 

Mesmo tendo prejuízo na lavoura de tabaco por causa do clima, Luiz segue acreditando que a cultura é rentável e por isso, vai se dedicar ainda mais no cultivo dessa safra. “Esse ano vou investir mais no fumo que mesmo dando muito trabalho, dá um pouco mais renda”, garante.

 

 

***Texto: Daiara Souza

 

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