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A fumicultura está presente nos 150 anos de Imbituva

Imbituva possui 1.287 famílias produtoras de fumo.

No município de Imbituva os dados de produção do IBGE apresentam que os quatro cultivares da lavoura temporária que mais se destacam em geração de valores são: soja, seguido do fumo, milho e feijão. Já os outros cultivos, comparecem em pequena proporção. Imbituva possui 1.287 famílias produtoras de fumo. Dos 1.405 estabelecimentos de lavoura temporária, um total de 1.078, ou seja, 77% possuem de 0 a 20 ha de terras. Portanto, quem tem pouca terra disponível para plantio cultiva o fumo.

 

O município de Imbituva tem sua estrutura fundiária composta majoritariamente na pequena propriedade agrícola. Isso se explica devido o seu processo de colonização, que se deu pela fixação de tropeiros, e, posteriormente, pela vinda de imigrantes alemães, italianos, russos e poloneses.
Quanto à origem do município, as pesquisas históricas/geográficas explicam que, nas margens do caminho de Viamão foram se fixando tropeiros, desde o Rio Grande do Sul até São Paulo. As paradas nos “pontos de pouso” deram origem a várias cidades dos Campos Gerais. Neste contexto de paradas para descanso dos tropeiros “Cupim” passou a ter destaque entre os pousos.

 

Em 1871, o bandeirante, Antonio Lourenço, natural de Faxina, então capitania de São Paulo, abandonando o comércio de tropas, atraiu companheiros e veio a Cupim, assim, iniciando a construção da Vila. Aos primeiros habitantes juntaram-se outros, sendo todos da mesma procedência. O povoado passou a receber imigrantes alemães, poloneses, russos e italianos. A freguesia foi criada em 1876, com sede no lugar denominado Campo do Cupim. Em 1881, foi elevada à categoria de vila, com denominação de Santo Antônio do Imbituva no Município de Ponta Grossa. Recebeu foros de cidade, em 1910, passando a denominar-se Imbituva em 1929.

 

A característica de pequenas propriedades dá-se pelo fato de os imigrantes ao se fixarem no município fundando comunidades, eles passaram a utilizar da terra para garantir o sustento da família, não importando-se em acumular áreas, pois, a terra não era vista como uma mercadoria de grande valor. A vinculação da terra com o capital dá-se nas três últimas décadas do século XX. Além do mais, os imigrantes chegaram até o município com o intuito de garantir a integridade do território. Com essa característica de possuir pequenas propriedades, as empresas fumageiras encontraram condições ideais para a territorialização.

 

No município de Imbituva temos cerca de 5 mil pessoas envolvidas com a atividade do fumo. Parabéns fumicultores que, com muita honestidade e trabalho árduo, garantem o sustento de suas famílias e geram renda para o nosso amado município. Vocês merecem nosso total respeito, apoio e consideração. Particularmente, conheço a árdua realidade enfrentada pelos produtores, já que, eu também, até o ano de 2009 (com 23 anos de idade) cultivava fumo com meus pais na pequena propriedade rural. A fumicultura está territorializada em Imbituva, e não podemos deixar de destacar a importância que nossos produtores têm nestes 150 anos de construção municipal. Deus continue abençoando nosso agricultores/fumicultures.

 

 

Um fraterno abraço do Vice-Prefeito e Secretário Municipal de Educação e Cultura, Zaqueu Bobato.

 

 

 

Fonte : Assessoria

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