Paraná tem impulso na geração de energias sustentáveis

O Paraná tem se destacado no cenário nacional como um dos estados mais avançados na adoção de energias renováveis, com um destaque ainda maior para o crescimento na adoção em propriedade rurais. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) apontam para 32.765 ligações distribuídas no meio rural no estado.

O ranking da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) também comprovam que o Paraná caminha cada vez mais para uma geração de energia sustentável. O estado ocupa a quarta posição entre os estados na geração distribuída.

Um dos impulsos no estado, principalmente no setor agropecuário, foi a criação do Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), iniciativa do Governo do Estado para estimular a transformação energética do campo. Aliado ao Banco do Agricultor Paranaense, programa estadual que permite que o produtor paranaense invista em energias renováveis com juro reduzido.

Segundo o coordenador estadual do RenovaPR, Herlon Goelzer de Almeida, das  mais de 30 mil ligações, 26 mil foram realizadas no período do Renova Paraná, nos últimos 33 meses. “A política pública chamou a atenção dos agricultores paranaenses, especialmente o pessoal da proteína animal e das agroindústrias que são mais demandantes de energia, que são de cadeias produtivas que a gente chama de eletrointensivos”, afirmou. Herlon se refere principalmente às propriedades produtoras de frango, as agroindústrias, os produtores de leite, os suinocultores e os piscicultores.

O programa é uma importante estratégia para fomentar a produção de energia sustentável nas unidades produtivas rurais, com o objetivo de reduzir custos, aumentar a competitividade e promover a sustentabilidade ambiental no setor agropecuário e agroindustrial do estado.

“Todas essas atividades, elas aumentaram o uso de energia ao longo dos anos, com automação, uma série de equipamentos. É o fator que motivou os produtores a se sensibilizarem com o Renova Paraná, que tem por objetivo gerar energia, estimular os produtores rurais a gerarem sua própria energia”, pontuou Goelzer.

O Renova Paraná visa alcançar 100 mil unidades produtivas com adesão ao programa até 2030. A meta ambiciosa é realizar cerca de 10 mil projetos anuais, com 9 mil voltados para a energia solar e 1 mil para biogás. Este esforço promete uma alavancagem anual de investimentos na ordem de R$ 1 bilhão, totalizando R$ 10 bilhões até o final da década.

IMPULSO

O Renova Paraná não só promove a geração de energia sustentável, mas também investe em pesquisa, inovação e assistência técnica. As áreas de foco incluem a geração de energia a partir de fontes renováveis como biogás e biometano, além de soluções tecnológicas para aumentar a eficiência e segurança energética no campo. Para facilitar a adesão ao programa, são disponibilizadas linhas de financiamento com taxas de juros reduzidas, além de incentivos tributários e aproveitamento de créditos.

O uso de painéis solares tem se mostrado particularmente promissor. Com a queda dos preços dos painéis entre 30% e 40%, houve um aumento significativo na adesão dos produtores. “Nós tivemos, para efeito comparativo, de 1º de janeiro a 10 de maio de 2023, isto é, ha um ano atrás, 251 projetos e nós aumentamos, 123%, porque subiu para 560 projetos de 1º de janeiro a 10 de maio de 2024. Então é bastante visível e mensurável a queda dos preços dos painéis em média entre 30% e 40%”, disse.

BIOGÁS

O programa também investe no desenvolvimento de uma cadeia produtiva próspera de biogás e biometano, promovendo a utilização adequada dos dejetos e estimulando novos negócios e investimentos no setor.

“Todos os produtores que têm interesse em biogás ou em energia solar devem procurar os escritórios do IDR Paraná, junto com suas faturas de energia, para que a gente auxilie eles na tomada de decisão e o melhor momento, com certeza, é agora, é um momento muito bom pra se procurar o IDR Paraná, procurar o sistema financeiro, buscar a sua melhor linha de crédito e aqueles que ainda não produzem sua própria energia, passarem a produzir, porque é absolutamente importante, é determinante daqui pra frente para as atividades produtivas, em especial aquelas demandantes de energia”, afirmou Herlon.

O coordenador ressaltou ainda que a orientação é válida para todos os consumidores que, mesmo não tendo necessidade de muita energia. “Vale a pena fazer projetos que cubram essa demanda de energia, isto é, gerar energia própria é um grande negócio no Brasil”, comentou.

*Redação/Daiara Souza

Fotos: AEN-PR

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