Apesar das doenças, oferta da 2ª safra de feijão deve ser boa no Paraná


A colheita de feijão evoluiu no Paraná, mas as condições das lavouras colhidas não eram ideais e muitas lavouras a campo começaram a apresentar problemas. O mais recente relatório da safra paranaense, publicado no dia 14 de maio, mostra que a colheita da segunda safra havia chegado a 58% da área, que está estimada em 402 mil hectares.

No Núcleo Regional de Irati, 75% das lavouras haviam sido colhidas. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a área na regional é de 15.000 hectares, e a produção estimada é de 28.312 toneladas.

Em relação às lavouras que ainda estão a campo na Regional de Irati, as condições se mantinham sem muita alteração nas três últimas semanas, com 90% em boas condições, 7% com situação mediana e 3% ruim. Comparado a outras regiões do estado, as lavouras de região de Irati tem uma situação favorável.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Seab, Carlos Hugo Godinho, a produção da 1ª safra é um pouco menor do que a do ano passado, tanto pelo recuo de área, quanto de produtividade, gerando uma valorização muito grande dos preços e estimulando o plantio da segunda safra. “Para a segunda safra, a situação mudou bastante. A nossa estimativa de área foi 36% superior à da segunda safra do ano passado. E, com isso, a gente tinha a chance, em abril, na nossa última avaliação de produção, de produzir 174 mil toneladas. Apesar disso, o que a gente observou agora nesses últimos tempos, foram problemas, tanto de doenças, quanto de excesso de chuvas no sudoeste do estado”, detalhou.

Conforme o agrônomo, essas situações fizeram com que as condições das lavouras piorassem bastante. “No entanto, a gente ainda pode ter uma oferta bastante razoável, já que esses 174 mil toneladas são apoiados tanto nesse aumento de área, quanto no aumento de produtividade. Mesmo que diminua essa produtividade que a gente está colhendo agora, ainda é uma produtividade suficiente para ter um incremento grande de produção. Se confirmar, a gente deve ter uma oferta um pouco melhor esse ano e não deve ter preços tão altos como a no início desse plantio de safra que aconteceu ali entre janeiro e fevereiro”, afirmou Carlos Hugo Godinho.

PRIMEIRA SAFRA

O engenheiro agrônomo da Seab lembra que a região de Irati é uma das principais regiões produtoras na primeira safra. “Principalmente uma produção importante de feijão preto que acabou sendo o feijão que acabou valorizando mais nesses últimos tempos. Na primeira safra a gente teve um recuo no estado, em Irati não foi diferente, e também houve um recuo nas produtividades em função principalmente do calor excessivo, de excesso de chuvas também em algum momento, mas o feijão foi menos atingido por esse problema do que outras culturas. Mas o calor excessivo foi problemático”, comentou.

*Redação | Fotos: Embrapa

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