Guarapuava vai estrear projeto-piloto do IAT para mapear áreas degradadas

A Divisão de Geologia do Instituto Água e Terra (IAT) vai iniciar em abril, por Guarapuava, na região Central do Paraná, o cadastramento de áreas contaminadas e de áreas com potencial de contaminação. O projeto-piloto, inédito no Estado, tem o objetivo de produzir um mapa com os locais do município que apresentem algum tipo de degradação causada por atividades potencialmente poluidoras, como indústrias, lava-rápidos e postos de combustíveis, entre outras.

A ação é em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente de Guarapuava e com a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e prevê o levantamento da base de dados para posterior classificação, georreferenciamento e representação por meio de mapas. Informações que serão complementadas com imagens produzidas por perfilamento a laser. O investimento é estimado em R$ 500 mil, com prazo de conclusão de dois anos.

Responsável pelo projeto, a geóloga do IAT Kátia Siedlecki explica que no mapa serão traçadas também as zonas de influência em torno de cada ponto de contaminação. Dessa forma, destaca ela, o usuário terá condições de saber que determinada região é inviável para alguns projetos, como a perfuração de poços artesianos, por exemplo.

“O resultado desta operação será disponibilizado aos gestores municipais para contribuir na definição de futuras políticas públicas, podendo ser usados para a concessão de outorgas de uso da água, ocupação e uso do solo, na área de saúde e em também escolas como instrumento de educação ambiental”, afirma a geóloga.

PROJETO-PILOTO

De acordo com a geóloga do IAT, Guarapuava foi escolhida para abrigar o projeto-piloto por possuir infraestrutura adequada para a execução dos procedimentos técnicos. Além disso, a estrutura geológica do município chama a atenção. Guarapuava fica acima do Aquífero Serra Geral, responsável por fornecer cerca de 57% de toda a água subterrânea explorada no Estado. Exatamente por isso, e pelo fato de possuir falhas e fraturas nas rochas, o que facilita a entrada de líquidos contaminantes, o sistema precisa de proteção constante.

“Por se tratar de um projeto-piloto, ao longo desses dois anos a iniciativa será aprimorada para que possa ser aplicada futuramente em outros locais. Cidades maiores, como Curitiba e Londrina, também poderiam se beneficiar muito com esse trabalho”, diz Kátia.

PARCERIAS

Dentro da parceria, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Guarapuava vai contribuir com os técnicos e a infraestrutura utilizados durante o processo de mapeamento. Além disso, técnicos e estudantes de pós-graduação da Unicentro também ajudarão no trabalho de georreferenciamento.

Chefe do escritório regional do IAT de Guarapuava, Marco Antônio Silva ressalta a importância dessas parcerias para a execução do projeto. “A colaboração nos proporcionará uma estrutura excelente para a realização do projeto que, sem dúvida nenhuma, vai resultar em muitos benefícios para a cidade e para o Paraná. A partir dele, teremos um controle eficaz de todas as áreas contaminadas do município, o que também facilitará a priorização de ações de fiscalização ambiental pelo instituto”.

*IAT

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