Guarapuava sedia principal evento brasileiro de pesquisa sobre cevada

Nos dias 20 e 21 de março o Centro de Eventos Agrária, localizado no distrito de Entre Rios, em Guarapuava, recebeu a 34ª edição da Reunião Nacional de Pesquisa em Cevada (RNPC). O evento foi realizado pela Cooperativa Agrária, Maltaria Campos Gerais e FAPA – Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a cervejaria Ambev.

A reunião teve como objetivo apresentar estudos e novas tecnologias para o cultivo da cevada, além de compilar recomendações técnicas para o plantio do grão nas próximas safras. Cerca de 200 pessoas entre pesquisadores de instituições públicas e privadas, profissionais que atuam no agronegócio e produtores rurais estiveram no evento.

A escolha de Entre Rios como sede da 34ª RNPC não aconteceu por acaso. O distrito fica na região responsável pela produção de aproximadamente 40% da cevada nacional. De acordo com Noemir Antoniazzi, pesquisador da FAPA e organizador do evento, esse é o maior fórum de discussão sobre o cultivo do cereal no Brasil. “Trouxemos um público e palestrantes que contribuíram com o evento e enriqueceram as conversas sobre a cultura da cevada”, afirmou.

Dados apresentados na RNPC apontam que em 2023 o país produziu pouco mais de 228 mil toneladas do grão, volume aquém do necessário para produção de cerca de 2 milhões de toneladas de malte consumidos no Brasil anualmente. As temperaturas acima da média, o volume de chuvas intenso a partir do mês de setembro e baixa luminosidade, fatores encontrados nas duas últimas safras, prejudicaram o desenvolvimento da cevada no campo e causam preocupação ao produtor. “Apesar das dificuldades dos dois últimos anos, temos um potencial enorme para expandir a produção. Por isso é importante trabalharmos em materiais que tragam mais produtividade e que sejam resistentes às condições climáticas do sul do país”, argumentou Aloisio Alcantara Vilarinho, pesquisador da Embrapa.

O Diretor Presidente da Agrária, Adam Stemmer, destacou os desafios que o cultivo da cevada precisa superar para se fortalecer no Brasil. “A demanda por malte é alta, por isso os pesquisadores têm uma responsabilidade muito grande, para que tenhamos variedades mais produtivas e resistentes, contribuindo para redução dos custos de produção. Além disso, o produtor precisa ter segurança, tanto do ponto de vista técnico como político, para que consigamos, junto aos bancos, garantir que sejam feitos seguros das safras de cevada”, ressaltou.

A 34ª Reunião Nacional de Pesquisa de Cevada contou com o patrocínio diamante da Bayer e patrocínio ouro da Adama. A Coonagro e a Basf foram as patrocinadoras prata do evento. Entre os patrocinadores bronze estiveram Corteva, Sicredi, Nortox, Siccob Sul, Romer Labs® e Calponta.

*Assessoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *