Reuniões de negociação de preço do tabaco terminam sem acordos

Mais uma rodada de reuniões de negociação de preço do tabaco para a safra 2023/2024 foi realizada na tarde de ontem, 25 de janeiro. Três empresas foram recebidas pela comissão representativa dos fumicultores. Com nenhuma delas, foi firmado protocolo, apesar das entidades terem reconsiderado a proposta inicial da variação do custo de produção de cada empresa mais 5 pontos percentuais, como reajuste dos valores das tabelas de preços mínimos.

Veja:

– Universal Leaf:

Variação do custo de produção Virgínia: 6,31%

Variação do custo de produção Burley: -2,11%

Proposta de reajuste de 6,31%, para Virgínia, com a diferenciação para as classes CO1 + 7,26%, BO1 + 7,40% (R$ 21,05 o kg), TO1 + 8,00% e TO2 + 7,60%

Proposta de reajuste de 6,31%, para Burley com diferenciação para as classes X1 + 11,85%, C1 + 9,25%, C2 + 10,78%, B1 + 7,87% e T1 + 10,97%

Contraproposta da Comissão para o Virgínia: 6,31% mais 2,94 p.p.

– Premium:

Variação do custo de produção Virgínia: 6,46%

Variação do custo de produção Burley: 1,81%

Proposta de reajuste de 6,50% para as duas variedades

Contraproposta da Comissão para o Virgínia: 6,46% mais 2,94 p.p.

– BAT

Variação do custo de produção Virgínia: 7,55%

Proposta de reajuste de 7,55% mais 1 p.p.

Contraproposta da Comissão: 7,55% mais 2,94 p.p.

A Comissão lamenta que, mais uma vez, as reuniões terminam com notícias negativas. “A comissão representativa dos produtores não reconhece a tabela de empresa que não concede reajuste de, no mínimo, da variação do custo de produção. As empresas, ao não repor nem a variação do custo de produção da safra, demonstram não ter comprometimento com seu produtor integrado”, enfatizam os representantes. “Para assinar protocolo somente com a reposição do custo de produção mais um percentual de lucratividade, conforme proposta realizada”.

A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Texto e fotos: Jorn. Luciana Jost Radtke/Afubra

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