Ovinocultura é destaque em propriedade de jovens agricultores

Criadores de ovinos há três anos, o jovem casal de produtores Renata Jacoby (25 anos) e Diogo Felipe Grochovski (28 anos) iniciaram a criação após perceber o crescimento do mercado destes animais.

“Decidimos apostar nessa criação pelo fato que é um mercado que está crescendo, a carne de carneiro está cada vez mais presente no cardápio das pessoas, tendo a possibilidade de fazer várias receitas e modos de preparo com a carne”, relatou Renata ao AgroRegional.

De acordo com ela, na propriedade que fica na localidade de Ribeirão de Cima, eles têm um funcionário para auxiliar no serviço com os animais e outras atividades que são desenvolvidas na fazenda. “Hoje são 57 animais na propriedade, mas dentro de pouco tempo praticamente dobrará a quantidade. As carneiras estão prenhas e em poucos dias começam a criar”.

A meta da cabanha é aumentar a quantidade e chegar em torno de 200 a 250 matrizes. A estrutura da propriedade conta com um aprisco pequeno e um grande que está sendo construído. “Com o aumento dos animais será feito mais um aprisco ou aumentado o que está construído”, explicou Renata.

O manejo dos ovinos não é considerado uma tarefa tão complicada por Renata, no entanto, em alguns períodos do ano, segundo ela, é preciso ter uma atenção maior. “Se não cuidar eles sofrem com os cascos e também com a chuva e frio podem pegar algum resfriado e evoluir para alguma doença, como pneumonia”, aponta.

Já no verão, o principal cuidado é em relação às altas temperaturas. “A única dificuldade é que temos que tosquiar eles, pois sofrem demais com o calor se a lã estiver muito grande”.

Apesar de já ter experiência no tratamento dos animais pelo período que estão na atividade, Renata destaca a necessidade e a relevância da participação em capacitações como as oferecidas pelo Sindicato Rural e Senar-PR. “O curso de ovinos é bom para se aprender coisas novas, outros métodos e talvez até a troca de experiências, para que haja sempre uma evolução”.

Segundo a produtora, a venda dos animais é feita tanto para matrizes, quanto para carne.

CULTURAS

A propriedade de Renata e Diogo também conta com lavouras e ainda é delas que a família obtém o maior retorno financeiro. “No cultivo, principalmente da soja, mas também cultivamos trigo, feijão e milho, esses cultivares são variados, dependendo da necessidade. A produção média por ano de soja não é muito alta, fica por volta de 92 toneladas”.

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