Produtor de Prudentópolis agrega valor à produção após migrar para sistema orgânico

Em Papanduva de Cima, interior de Prudentópolis, um produtor identificou a oportunidade de trabalhar com produtos orgânicos, e agora comemora a certificação obtida junto ao Tecpar, que é o Instituto de Tecnologia do Paraná. O órgão é responsável pela certificação de produtos  e atesta se estão em conformidade com requisitos nacionais, estrangeiros ou internacionais.

Moacir Gaspareto (42 anos) iniciou a transição das verduras para o sistema orgânico em 2020 e foi um dos participantes do Programa Paraná Mais Orgânico, através do núcleo da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). “Decidi por ter uma procura de produtos orgânicos, mas notei que a região não tinha oferta. Aí fui pesquisar o motivo e cheguei a conclusão de que havia alguma dificuldade dos produtores em se adequar”, afirmou o agricultor.

Além de pensar economicamente, Moacir destaca que é adepto ao consumo de alimentos orgânicos e que resolveu ampliar isso comercializando com os amigos e clientes. “Trabalho com quase todas as hortaliças no sistema. Repolho verde, repolho roxo, alface americana, beterraba, cenoura, acelga, rúcula, salsinha, alho poró, couve-flor, brócolis americano”, lista.

Na chácara Sabores da Terra, como é chamada a propriedade, ele e a esposa Natália Fabri Gaspareto, também cultivam abóboras, mandioca e batata doce.  “Essa última com uma parceria com o IDR e a UEPG, um experimento de 12 variedades com cores diferentes onde se trata de muita vitamina e proteína para fim de uma alimentação saudável”, contou Moacir.

O casal vende hortaliças na Feira do Agricultor de Prudentópolis e também por delivery. Hoje, segundo Moacir, o trabalho com os orgânicos é a principal renda da família.

CERTIFICADO

A certificação, além de atestar que a produção é orgânica, agrega valor aos produtos, tanto na venda para o setor público, como no caso de destinação para merenda escolar, quanto para o setor privado. “A certificação vem trazendo um grande resultado na aquisição dos produtos pelos clientes com a prova documental de orgânico, e conseguindo a venda para programas institucionais, onde há um equivalente adicional de 30% no valor do produto”, frisou o produtor. 

Moacir contou com o apoio técnico dos engenheiros agrônomos do projeto, Marcos Sebben e Christine Makowski. “São muito atenciosos e nos ajudaram o tempo todo no processo de certificação. A chácara é toda cercada de barreira ao em torno da área orgânica, barreiras essas de capim com até 5 m de altura para não haver contaminação de químico, já que nesta área não se usa agrotóxicos. Apenas produtos autorizados pelo Tecpar”, comentou sobre a ajuda dos agrônomos e como funciona a barreira no local de produção.

*Redação/Daiara Souza / Fotos: Arquivo Pessoal

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *