Propriedade de Santa Maria do Oeste é destaque no trabalho da mulher rural

O hortifruti é um setor de legumes, verduras e frutas frescas, que tendem a crescer cada vez mais com o consumo de alimentos naturais. Por isso, Gisele Caroline da Silva (32 anos), moradora do Assentamento Araguaí em Santa Maria do Oeste, trabalha com na atividade pensando sempre em tornar sua propriedade o mais sustentável possível.

Gisele é agrônoma desde 2020, produtora rural de morangos, tomate e pepino. Em 2018, ela começou com o morango, se tornando uma pioneira da região no cultivo da fruta, mas com o passar dos anos começou a investir em tomate e agora em pepino, trabalhando então, com as três culturas.

Sua história foi viver a vida inteira no sítio, até que resolveu sair para estudar e trabalhar fora. Quando decidiu fazer agronomia, voltou para o interior e montou a estufa de morangos. “Fui a pioneira na região com morangos, já tinha tomate, mas morango ainda não”, relatou a agrônoma. “Todo mundo falava que não iria dar certo, mas graças a Deus, hoje eu trabalho, amo o que eu faço, amo trabalhar com morango”. completou.

Foto: Arquivo Pessoal

A produtora já vem pensando em seus sonhos, se especializando, fazendo cursos sobre a cultura. Futuramente Gisele quer dar suporte para quem precisa, já que se possui experiência prática e conhecimento técnico.

Atualmente, ela trabalha em família, com a mãe Elisete e a irmã Franciele, mas tem duas funcionárias fixas que trabalham por mês, ou seja, são cinco mulheres atuando na propriedade. Contudo, ela relata que na época da safra elas não dão conta sozinhas e que acabam precisando de pessoas de fora para ajudar.

Gisele conta que sua área produtiva são de sete mil metros quadrados, sendo sete estufas de mil metros quadrados cada uma. Sua estrutura é de quatro estufas de morango, duas de tomate e uma de pepino. “Minha produção atual é em torno de 6 mil quilos anual de pepino, morango são aproximadamente 12 mil quilos anuais, e o tomate, mil caixas por safra, então dá aproximadamente 2 mil caixas anuais de tomate”, disse a agrônoma.

Foto: Arquivo Pessoal

VENDAS

A comercialização desses produtos é um pouco mais complicada, o morango ela consegue vender, pois entrega em Pitanga nos mercados. Já o tomate é um forte produtor da região, e com tantas possibilidades acaba não sendo tão fácil. O pepino elas trabalham com uma empresa de São Jorge do Oeste, em que a Prefeitura leva os pepinos para a fábrica e eles produzem para conserva. Gisele comenta que sua forma de trabalhar com esses produtos é tradicional, mas que pretende ir atrás para se encaixar no orgânico.

A agricultora comenta que a maioria da renda em Santa Maria do Oeste vem principalmente da agricultura familiar, fazendo com que as pessoas da cidade também busquem vagas de trabalho no interior. “Hoje, eu não pretendo aprimorar outra cultura, entrar em outra cultura, porque estou com uma demanda de mão de obra”, relata Silva, que investe em cursos online ou presenciais, para se aprofundar na área do morango.

Tentar investir em algo mais sustentável possível é uma das metas de Gisele, pois em sua propriedade são 5,5 alqueires e ela utiliza 7 mil metros quadrados. Pensando sempre em uma geração de novos consumidores que se preocupam com o bem-estar e um estilo de vida saudável.

*Redação

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